Pará · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Uruará - PA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Uruará, Pará.
- aquífero poroso
- formação nova olinda
- 66poços cadastrados
- 109 mprofundidade média
- 70 mprofundidade mediana
- 56,6 mnível estático médio
Como são os poços em Uruará - PA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 66 poços em Uruará - PA. A profundidade média é de 109 m e a mediana, 70 m, medida em 56 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 56,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Nova Olinda. No Censo 2022, 11.820 dos 14.245 domicílios do município — 83% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 66
- Profundidade média
- 109 m
- Profundidade mediana
- 70 m
- Nível estático médio
- 56,6 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Formação Nova Olinda
- Ante a média do estado
- 41,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
- População (Censo 2022)
- 43.558 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 11.820 (83%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 66 poços em Uruará, com profundidade média de 109 m (mediana de 70 m, variando de 3 m a 276 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Nova Olinda, presente em 41% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Uruará é 41,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).
Números do cadastro em Uruará
| Poços no cadastro nacional | 66 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 109 m 56 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 70 m |
| Faixa de profundidade | 3 m a 276 m |
| Nível estático médio | 56,6 m 41 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 68,4 m 40 poços com o dado |
| Vazão específica média | 5,2 m³/h por metro 39 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 83% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Nova Olinda 41% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 12 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 28 poços |
| Poços com teste de vazão | 66 de 66 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 33 poços
- Fissural — 5 poços
- Carstico — 2 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Nova Olinda — 19 poços
- Formação Alter do Chão — 11 poços
- Diabásio Penatecaua — 6 poços
- Formação Itaituba — 5 poços
- Formação Monte Alegre — 3 poços
- Formação Barreirinha — 2 poços
O território e o subsolo de Uruará
Uruará tem 43.558 habitantes distribuídos em 10.791,4 km², o que dá 4,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Altamira.
No Censo 2022, 11.820 dos 14.245 domicílios de Uruará — 83% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 7.033 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 13.455 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Uruará
Com base em 46 poços cadastrados num raio de 30 km de Uruará - PA, 80% deles foram concluídos entre 26 m e 146 m, com profundidade mediana de 55 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 21 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (73% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Uruará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 46 poços no raio, contra 66 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 21 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Uruará: 38/100
Confiança: amostra média46 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 12peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 76peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Uruará costumam descer
- até 50 m 46%17
- 50 a 100 m 32%12
- 100 a 150 m 22%8
- acima de 150 m 0%0
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Nova Olinda | 5,0 m³/h | 30 m | 159 com teste |
| Diabásio Penatecaua | 6,0 m³/h | 115 m | 42 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m12 poços Formação Nova Olinda 9 · Formação Monte Alegre 1 · Diabásio Penatecaua 1
- 50 a 100 m6 poços Formação Nova Olinda 4 · Formação Alter do Chão 1 · Diabásio Penatecaua 1
- 100 a 150 m5 poços Diabásio Penatecaua 2 · Formação Nova Olinda 2 · Formação Itaituba 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Uruará?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Uruará.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Uruará
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.