Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Faro - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Faro, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação alter do chão
  • 7poços cadastrados
  • 108 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 14,8 mnível estático médio

Como são os poços em Faro - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Faro - PA. A profundidade média é de 108 m e a mediana, 50 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Alter do Chão. No Censo 2022, 226 dos 2.096 domicílios do município — 10,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
108 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
14,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Alter do Chão
Ante a média do estado
40,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
8.728 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
226 (10,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Faro, com profundidade média de 108 m (mediana de 50 m, variando de 18 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Alter do Chão, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Faro é 40,3 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Faro

Poços cadastrados em Faro - PA
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média108 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade18 m a 270 m
Nível estático médio14,8 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio22,1 m 4 poços com o dado
Vazão específica média2,3 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Alter do Chão 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 2 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Faro 18 m mínimo 50 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 152 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Faro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 60% 150-200 m 1 · 20% acima de 200 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Faro 2 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Faro. Valores em poços. Abastecimento urbano 3 · 60% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 20% Abastecimento industrial 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Alter do Chão — 3 poços

O território e o subsolo de Faro

Faro tem 8.728 habitantes distribuídos em 11.771,7 km², o que dá 0,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Oriximiná, na região intermediária de Santarém.

No Censo 2022, 226 dos 2.096 domicílios de Faro — 10,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 220 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 311 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Faro

Com base em 56 poços cadastrados num raio de 30 km de Faro - PA, 80% deles foram concluídos entre 19 m e 100 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 5,9 m³/h e 47,5 m³/h), sobre 13 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Faro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 56 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
2,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 13 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Faro: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra média56 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 15peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 53peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Faro costumam descer

  • até 50 m 33%18
  • 50 a 100 m 59%32
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 7%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Alter do Chão 13,0 m³/h 60 m 4211 com teste
Aluviões sem teste 20 m 8

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Aluviões 8 · Formação Alter do Chão 7
  • 50 a 100 m32 poços Formação Alter do Chão 32
  • acima de 150 m3 poços Formação Alter do Chão 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Faro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Faro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.