Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Viseu - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Viseu, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 37poços cadastrados
  • 54,9 mprofundidade média
  • 30 mprofundidade mediana
  • 12,1 mnível estático médio

Como são os poços em Viseu - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 37 poços em Viseu - PA. A profundidade média é de 54,9 m e a mediana, 30 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 10.583 dos 16.235 domicílios do município — 65,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
37
Profundidade média
54,9 m
Profundidade mediana
30 m
Nível estático médio
12,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
12,8 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
58.692 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
10.583 (65,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 37 poços em Viseu, com profundidade média de 54,9 m (mediana de 30 m, variando de 10 m a 165 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 35% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Viseu é 12,8 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Viseu

Poços cadastrados em Viseu - PA
Poços no cadastro nacional37 poços
Profundidade média54,9 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana30 m
Faixa de profundidade10 m a 165 m
Nível estático médio12,1 m 17 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,6 m 18 poços com o dado
Vazão específica média3,2 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 83% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 35% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão37 de 37
Distribuição das profundidades em Viseu 10 m mínimo 30 m mediana 165 m máximo
Metade dos poços fica entre 18 m e 96 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Viseu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 22 · 65% 50-100 m 6 · 18% 100-150 m 3 · 9% 150-200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Viseu 2 1970 6 1980 6 1990 10 2000 9 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Viseu. Valores em poços. Abastecimento urbano 15 · 47% Abastecimento doméstico 8 · 25% Abastecimento industrial 6 · 19% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3% Abastecimento múltiplo 1 · 3% Outros (lazer,etc.) 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 20 poços
  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 7 poços
  • Holoceno — 4 poços
  • Aluviões — 3 poços
  • Eluvião — 2 poços
  • Grupo Gurupi — 2 poços
  • Arqueano — 2 poços

O território e o subsolo de Viseu

Viseu tem 58.692 habitantes distribuídos em 4.972,9 km², o que dá 11,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bragança, na região intermediária de Castanhal.

No Censo 2022, 10.583 dos 16.235 domicílios de Viseu — 65,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.707 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 10.203 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Viseu

Com base em 26 poços cadastrados num raio de 30 km de Viseu - PA, 80% deles foram concluídos entre 13 m e 135 m, com profundidade mediana de 30 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 4,8 m³/h e 11,2 m³/h), sobre 7 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Viseu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 26 poços no raio, contra 37 poços dentro do município.

30 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
0,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 7 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Viseu: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra baixa26 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 40peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 98peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 88peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Viseu costumam descer

  • até 50 m 83%20
  • 50 a 100 m 4%1
  • 100 a 150 m 8%2
  • acima de 150 m 4%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Viseu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Viseu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.