Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ulianópolis - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ulianópolis, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 71poços cadastrados
  • 101,3 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 34,2 mnível estático médio

Como são os poços em Ulianópolis - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 71 poços em Ulianópolis - PA. A profundidade média é de 101,3 m e a mediana, 80 m, medida em 55 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 34,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 2.498 dos 9.700 domicílios do município — 25,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
71
Profundidade média
101,3 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
34,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
33,6 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
37.972 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.498 (25,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 71 poços em Ulianópolis, com profundidade média de 101,3 m (mediana de 80 m, variando de 24 m a 230 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 95% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ulianópolis é 33,6 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Ulianópolis

Poços cadastrados em Ulianópolis - PA
Poços no cadastro nacional71 poços
Profundidade média101,3 m 55 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade24 m a 230 m
Nível estático médio34,2 m 48 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,3 m 37 poços com o dado
Vazão específica média2,2 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 95% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 28 poços
Poços com teste de vazão71 de 71
Distribuição das profundidades em Ulianópolis 24 m mínimo 80 m mediana 230 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 147 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ulianópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 18% 50-100 m 22 · 40% 100-150 m 11 · 20% 150-200 m 10 · 18% acima de 200 m 2 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ulianópolis 1 1980 6 1990 20 2000 28 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ulianópolis. Valores em poços. Abastecimento doméstico 18 · 34% Abastecimento industrial 18 · 34% Abastecimento urbano 7 · 13% Abastecimento múltiplo 7 · 13% Abastecimento doméstico/animal 2 · 4% Sem uso 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 38 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 36 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço
  • Formação Pirabas — 1 poço

O território e o subsolo de Ulianópolis

Ulianópolis tem 37.972 habitantes distribuídos em 5.088,5 km², o que dá 7,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Paragominas, na região intermediária de Castanhal.

No Censo 2022, 2.498 dos 9.700 domicílios de Ulianópolis — 25,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.540 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.196 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ulianópolis

Com base em 56 poços cadastrados num raio de 30 km de Ulianópolis - PA, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 193 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 12,1 m³/h), sobre 18 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ulianópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 56 poços no raio, contra 71 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
2,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 18 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ulianópolis: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra média56 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 15peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 87peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ulianópolis costumam descer

  • até 50 m 23%10
  • 50 a 100 m 33%14
  • 100 a 150 m 19%8
  • acima de 150 m 26%11

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Formação Itapecuru 7
  • 50 a 100 m8 poços Formação Itapecuru 7 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1
  • 100 a 150 m7 poços Formação Itapecuru 7
  • acima de 150 m9 poços Formação Itapecuru 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ulianópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ulianópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.