Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Marabá - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Marabá, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação couto magalhaes
  • 635poços cadastrados
  • 102,5 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 13,5 mnível estático médio

Como são os poços em Marabá - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 635 poços em Marabá - PA. A profundidade média é de 102,5 m e a mediana, 100 m, medida em 615 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Couto Magalhaes. No Censo 2022, 50.217 dos 86.027 domicílios do município — 58,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
635
Profundidade média
102,5 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
13,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Couto Magalhaes
Ante a média do estado
34,8 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
266.533 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
50.217 (58,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 635 poços em Marabá, com profundidade média de 102,5 m (mediana de 100 m, variando de 7 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Couto Magalhaes, presente em 52% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Marabá é 34,8 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Marabá

Poços cadastrados em Marabá - PA
Poços no cadastro nacional635 poços
Profundidade média102,5 m 615 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade7 m a 300 m
Nível estático médio13,5 m 515 poços com o dado
Nível dinâmico médio45 m 425 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 405 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 79% dos registros
Rocha predominanteFormação Couto Magalhaes 52% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 260 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 296 poços
Poços com teste de vazão635 de 635
Distribuição das profundidades em Marabá 7 m mínimo 100 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Marabá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 156 · 25% 50-100 m 188 · 31% 100-150 m 150 · 24% 150-200 m 110 · 18% acima de 200 m 11 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Marabá 2 1970 35 1980 62 1990 189 2000 296 2010 31 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Marabá. Valores em poços. Abastecimento doméstico 260 · 50% Abastecimento urbano 90 · 17% Abastecimento industrial 77 · 15% Abastecimento múltiplo 52 · 10% Outros (lazer,etc.) 28 · 5% Abastecimento doméstico/animal 10 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 264 poços
  • Fissural — 72 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Couto Magalhaes — 181 poços
  • Formação Itapecuru — 136 poços
  • Arqueano — 13 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 9 poços
  • Terciário-Quaternário — 7 poços
  • Aluviões — 5 poços

O território e o subsolo de Marabá

Marabá tem 266.533 habitantes distribuídos em 15.128,1 km², o que dá 17,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Marabá.

No Censo 2022, 50.217 dos 86.027 domicílios de Marabá — 58,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 32.526 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 43.810 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Marabá

Com base em 564 poços cadastrados num raio de 30 km de Marabá - PA, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 200 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 7,7 m³/h), sobre 351 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Marabá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 564 poços no raio, contra 635 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
20,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 351 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Marabá: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta564 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 75peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 46peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Marabá costumam descer

  • até 50 m 27%148
  • 50 a 100 m 30%165
  • 100 a 150 m 25%136
  • acima de 150 m 18%96

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itapecuru 4,0 m³/h 51 m 14296 com teste
Formação Couto Magalhaes 5,0 m³/h 102 m 11984 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 12,7 m³/h 200 m 99 com teste
Aluviões 3,0 m³/h 80 m 75 com teste
Terciário-Quaternário 7,2 m³/h 72 m 75 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 1,2 m³/h 64 m 64 com teste
Quaternário 12,1 m³/h 83 m 43 com teste
Formação Codó 16,0 m³/h 38 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m99 poços Formação Itapecuru 71 · Formação Couto Magalhaes 16 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 3
  • 50 a 100 m91 poços Formação Couto Magalhaes 42 · Formação Itapecuru 35 · Quaternário 4
  • 100 a 150 m61 poços Formação Itapecuru 29 · Formação Couto Magalhaes 27 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 2
  • acima de 150 m51 poços Formação Couto Magalhaes 34 · Formação Itapecuru 7 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Marabá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Marabá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.