Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rurópolis - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rurópolis, Pará.

  • aquífero fissural
  • suíte intrusiva parauari
  • 37poços cadastrados
  • 80,7 mprofundidade média
  • 65 mprofundidade mediana
  • 26,1 mnível estático médio

Como são os poços em Rurópolis - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 37 poços em Rurópolis - PA. A profundidade média é de 80,7 m e a mediana, 65 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Suíte intrusiva Parauari. No Censo 2022, 4.252 dos 9.079 domicílios do município — 46,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
37
Profundidade média
80,7 m
Profundidade mediana
65 m
Nível estático médio
26,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Suíte intrusiva Parauari
Ante a média do estado
13 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
35.769 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.252 (46,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 37 poços em Rurópolis, com profundidade média de 80,7 m (mediana de 65 m, variando de 18 m a 170 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Suíte intrusiva Parauari, presente em 37% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rurópolis é 13 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Rurópolis

Poços cadastrados em Rurópolis - PA
Poços no cadastro nacional37 poços
Profundidade média80,7 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana65 m
Faixa de profundidade18 m a 170 m
Nível estático médio26,1 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,2 m 16 poços com o dado
Vazão específica média2,5 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 63% dos registros
Rocha predominanteSuíte intrusiva Parauari 37% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 15 poços
Poços com teste de vazão37 de 37
Distribuição das profundidades em Rurópolis 18 m mínimo 65 m mediana 170 m máximo
Metade dos poços fica entre 42 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rurópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 32% 50-100 m 12 · 35% 100-150 m 8 · 24% 150-200 m 3 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rurópolis 3 1990 13 2000 15 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rurópolis. Valores em poços. Abastecimento doméstico 11 · 37% Abastecimento urbano 9 · 30% Abastecimento industrial 5 · 17% Abastecimento múltiplo 3 · 10% Outros (lazer,etc.) 2 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 12 poços
  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Suíte intrusiva Parauari — 7 poços
  • Proterozoico Inferior — 4 poços
  • Formação Maecuru — 3 poços
  • Formação Alter do Chão — 3 poços
  • Formação Ererê — 1 poço
  • Grupo Barreiras — 1 poço

O território e o subsolo de Rurópolis

Rurópolis tem 35.769 habitantes distribuídos em 7.021,3 km², o que dá 5,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itaituba, na região intermediária de Santarém.

No Censo 2022, 4.252 dos 9.079 domicílios de Rurópolis — 46,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.131 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.302 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rurópolis

Com base em 30 poços cadastrados num raio de 30 km de Rurópolis - PA, 80% deles foram concluídos entre 31 m e 139 m, com profundidade mediana de 65 m. A vazão mediana calculada é de 3,5 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 4,3 m³/h), sobre 13 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rurópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 30 poços no raio, contra 37 poços dentro do município.

65 mprofundidade mediana
3,5 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
1,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 13 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rurópolis: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra média30 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 8peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 76peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 97peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rurópolis costumam descer

  • até 50 m 31%9
  • 50 a 100 m 38%11
  • 100 a 150 m 28%8
  • acima de 150 m 3%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Suíte intrusiva Parauari 4,0 m³/h 128 m 73 com teste
Proterozoico Inferior 3,5 m³/h 56 m 41 com teste
Formação Maecuru sem teste 42 m 3
Formação Alter do Chão 5,0 m³/h 60 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Formação Maecuru 2 · Proterozoico Inferior 2 · Grupo Barreiras 1
  • 50 a 100 m7 poços Suíte intrusiva Parauari 2 · Formação Alter do Chão 2 · Proterozoico Inferior 1
  • 100 a 150 m6 poços Suíte intrusiva Parauari 4 · Proterozoico Inferior 1 · Formação Alter do Chão 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rurópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rurópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.