Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rondon do Pará - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rondon do Pará, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 106poços cadastrados
  • 131,3 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 55,6 mnível estático médio

Como são os poços em Rondon do Pará - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 106 poços em Rondon do Pará - PA. A profundidade média é de 131,3 m e a mediana, 150 m, medida em 105 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 55,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 2.995 dos 15.285 domicílios do município — 19,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
106
Profundidade média
131,3 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
55,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
63,6 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
53.143 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.995 (19,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 106 poços em Rondon do Pará, com profundidade média de 131,3 m (mediana de 150 m, variando de 18 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 86% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rondon do Pará é 63,6 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Rondon do Pará

Poços cadastrados em Rondon do Pará - PA
Poços no cadastro nacional106 poços
Profundidade média131,3 m 105 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade18 m a 270 m
Nível estático médio55,6 m 74 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,2 m 57 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 53 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 86% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 44 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 34 poços
Poços com teste de vazão106 de 106
Distribuição das profundidades em Rondon do Pará 18 m mínimo 150 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rondon do Pará por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 11% 50-100 m 21 · 20% 100-150 m 21 · 20% 150-200 m 46 · 44% acima de 200 m 5 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rondon do Pará 15 1980 26 1990 34 2000 26 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rondon do Pará. Valores em poços. Abastecimento doméstico 44 · 44% Abastecimento urbano 17 · 17% Abastecimento doméstico/animal 17 · 17% Abastecimento múltiplo 13 · 13% Abastecimento industrial 6 · 6% Doméstico/irrigação/animal 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 79 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 76 poços
  • Aluviões — 6 poços
  • Grupo Barreiras — 2 poços
  • Formação Codó — 2 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço
  • Formação Mosquito — 1 poço

O território e o subsolo de Rondon do Pará

Rondon do Pará tem 53.143 habitantes distribuídos em 8.246,4 km², o que dá 6,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Marabá.

No Censo 2022, 2.995 dos 15.285 domicílios de Rondon do Pará — 19,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.076 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.901 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rondon do Pará

Com base em 102 poços cadastrados num raio de 30 km de Rondon do Pará - PA, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 200 m, com profundidade mediana de 153 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 6,2 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 35 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 64 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rondon do Pará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 102 poços no raio, contra 106 poços dentro do município.

153 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
64 mnível estático mediano
3,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 35 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rondon do Pará: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta102 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 27peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 95peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rondon do Pará costumam descer

  • até 50 m 13%13
  • 50 a 100 m 15%15
  • 100 a 150 m 22%22
  • acima de 150 m 50%51

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itapecuru 10,0 m³/h 160 m 5917 com teste
Aluviões sem teste 19 m 6

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Aluviões 5 · Formação Itapecuru 5 · Grupo Barreiras 1
  • 50 a 100 m6 poços Formação Itapecuru 5 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m16 poços Formação Itapecuru 14 · Quaternário 1 · Formação Ipixuna 1
  • acima de 150 m36 poços Formação Itapecuru 35 · Aluviões 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rondon do Pará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rondon do Pará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.