Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jacundá - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jacundá, Pará.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 91poços cadastrados
  • 82,5 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 20,5 mnível estático médio

Como são os poços em Jacundá - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 91 poços em Jacundá - PA. A profundidade média é de 82,5 m e a mediana, 80 m, medida em 89 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 8.432 dos 12.607 domicílios do município — 66,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
91
Profundidade média
82,5 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
20,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
14,8 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
37.707 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
8.432 (66,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 91 poços em Jacundá, com profundidade média de 82,5 m (mediana de 80 m, variando de 11 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 82% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jacundá é 14,8 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Jacundá

Poços cadastrados em Jacundá - PA
Poços no cadastro nacional91 poços
Profundidade média82,5 m 89 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade11 m a 200 m
Nível estático médio20,5 m 82 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,4 m 29 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 29 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 92% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 82% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 34 poços
Poços com teste de vazão91 de 91
Distribuição das profundidades em Jacundá 11 m mínimo 80 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jacundá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 15 · 17% 50-100 m 52 · 58% 100-150 m 18 · 20% 150-200 m 4 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jacundá 6 1990 26 2000 34 2010 23 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jacundá. Valores em poços. Abastecimento doméstico 35 · 41% Abastecimento urbano 20 · 24% Abastecimento industrial 18 · 21% Outros (lazer,etc.) 6 · 7% Abastecimento doméstico/animal 5 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 24 poços
  • Fissural — 1 poço
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 23 poços
  • Formação Couto Magalhaes — 2 poços
  • Formação Ipixuna — 1 poço
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
  • Formação Codó — 1 poço

O território e o subsolo de Jacundá

Jacundá tem 37.707 habitantes distribuídos em 2.008,3 km², o que dá 18,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Marabá.

No Censo 2022, 8.432 dos 12.607 domicílios de Jacundá — 66,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.385 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 6.881 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jacundá

Com base em 95 poços cadastrados num raio de 30 km de Jacundá - PA, 80% deles foram concluídos entre 37 m e 130 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jacundá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 95 poços no raio, contra 91 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
3,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jacundá: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta95 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 26peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jacundá costumam descer

  • até 50 m 18%17
  • 50 a 100 m 58%54
  • 100 a 150 m 17%16
  • acima de 150 m 6%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m18 poços Formação Itapecuru 17 · Formação Ipixuna 1
  • 100 a 150 m9 poços Formação Itapecuru 7 · Formação Couto Magalhaes 2
  • acima de 150 m5 poços Formação Itapecuru 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jacundá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jacundá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.