Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itupiranga - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itupiranga, Pará.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 52poços cadastrados
  • 79,9 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 11,5 mnível estático médio

Como são os poços em Itupiranga - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 52 poços em Itupiranga - PA. A profundidade média é de 79,9 m e a mediana, 80 m, medida em 51 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 10.552 dos 13.778 domicílios do município — 76,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
52
Profundidade média
79,9 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
11,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
12,2 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
49.754 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
10.552 (76,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 52 poços em Itupiranga, com profundidade média de 79,9 m (mediana de 80 m, variando de 10 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 39% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itupiranga é 12,2 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Itupiranga

Poços cadastrados em Itupiranga - PA
Poços no cadastro nacional52 poços
Profundidade média79,9 m 51 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade10 m a 180 m
Nível estático médio11,5 m 44 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,5 m 42 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 42 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 52% dos registros
Rocha predominanteArqueano 39% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 20 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 22 poços
Poços com teste de vazão52 de 52
Distribuição das profundidades em Itupiranga 10 m mínimo 80 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itupiranga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 31% 50-100 m 17 · 33% 100-150 m 17 · 33% 150-200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itupiranga 3 1970 1 1980 4 1990 17 2000 22 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itupiranga. Valores em poços. Abastecimento doméstico 20 · 41% Abastecimento urbano 13 · 27% Abastecimento industrial 6 · 12% Abastecimento doméstico/animal 4 · 8% Abastecimento múltiplo 4 · 8% Outros (lazer,etc.) 2 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços
  • Poroso — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 13 poços
  • Formação Itapecuru — 9 poços
  • Aluviões — 4 poços
  • Formação Couto Magalhaes — 4 poços
  • Complexo Xingu — 2 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço

O território e o subsolo de Itupiranga

Itupiranga tem 49.754 habitantes distribuídos em 7.880,1 km², o que dá 6,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Marabá.

No Censo 2022, 10.552 dos 13.778 domicílios de Itupiranga — 76,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.864 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 10.240 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itupiranga

Com base em 10 poços cadastrados num raio de 30 km de Itupiranga - PA, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 150 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 11,8 m³/h), sobre 7 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

São poucos poços cadastrados neste entorno (10 poços). Os números abaixo valem como indício da região, não como retrato do subsolo — e a diferença entre dois terrenos vizinhos, em aquífero fissural, pode ser maior que a diferença entre dois municípios.

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itupiranga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 10 poços no raio, contra 52 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
0,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 7 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itupiranga: 24/100

24 de 100

Confiança: amostra baixa10 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 2peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 13peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itupiranga costumam descer

  • até 50 m 11%1
  • 50 a 100 m 44%4
  • 100 a 150 m 44%4
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itupiranga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itupiranga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.