Pará · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Mãe do Rio - PA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mãe do Rio, Pará.
- aquífero poroso
- formação pirabas
- 70poços cadastrados
- 72,7 mprofundidade média
- 60 mprofundidade mediana
- 11,8 mnível estático médio
Como são os poços em Mãe do Rio - PA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 70 poços em Mãe do Rio - PA. A profundidade média é de 72,7 m e a mediana, 60 m, medida em 65 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Pirabas. No Censo 2022, 7.128 dos 9.890 domicílios do município — 72,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 70
- Profundidade média
- 72,7 m
- Profundidade mediana
- 60 m
- Nível estático médio
- 11,8 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Formação Pirabas
- Ante a média do estado
- 5 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
- População (Censo 2022)
- 34.353 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 7.128 (72,1%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 70 poços em Mãe do Rio, com profundidade média de 72,7 m (mediana de 60 m, variando de 12 m a 208 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Pirabas, presente em 45% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Mãe do Rio é 5 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).
Números do cadastro em Mãe do Rio
| Poços no cadastro nacional | 70 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 72,7 m 65 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 60 m |
| Faixa de profundidade | 12 m a 208 m |
| Nível estático médio | 11,8 m 41 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 21,8 m 30 poços com o dado |
| Vazão específica média | 4,5 m³/h por metro 28 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Pirabas 45% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 34 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 34 poços |
| Poços com teste de vazão | 70 de 70 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 37 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Pirabas — 18 poços
- Grupo Barreiras — 15 poços
- Formação Itapecuru — 2 poços
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços
- Formação Ipixuna — 2 poços
- Siluro-Devoniano Indiviso — 1 poço
O território e o subsolo de Mãe do Rio
Mãe do Rio tem 34.353 habitantes distribuídos em 469,3 km², o que dá 73,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Paragominas, na região intermediária de Castanhal.
No Censo 2022, 7.128 dos 9.890 domicílios de Mãe do Rio — 72,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.164 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 6.803 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Mãe do Rio
Com base em 159 poços cadastrados num raio de 30 km de Mãe do Rio - PA, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 157 m, com profundidade mediana de 53 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 100 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mãe do Rio se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 159 poços no raio, contra 70 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 100 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Mãe do Rio: 61/100
Confiança: amostra alta159 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 38peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 83peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 40peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Mãe do Rio costumam descer
- até 50 m 49%76
- 50 a 100 m 36%56
- 100 a 150 m 3%5
- acima de 150 m 11%17
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Barreiras | 10,0 m³/h | 40 m | 6051 com teste |
| Formação Ipixuna | 8,5 m³/h | 58 m | 2722 com teste |
| Formação Pirabas | 17,0 m³/h | 80 m | 2112 com teste |
| Aluviões | 10,0 m³/h | 24 m | 53 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m64 poços Grupo Barreiras 41 · Formação Ipixuna 13 · Aluviões 5
- 50 a 100 m38 poços Grupo Barreiras 16 · Formação Ipixuna 13 · Formação Pirabas 7
- 100 a 150 m4 poços Grupo Barreiras 2 · Formação Pirabas 1 · Formação Itapecuru 1
- acima de 150 m12 poços Formação Pirabas 8 · Grupo Barreiras 1 · Formação Ipixuna 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Mãe do Rio?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mãe do Rio.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Mãe do Rio
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.