Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ananindeua - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ananindeua, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 700poços cadastrados
  • 42,9 mprofundidade média
  • 26 mprofundidade mediana
  • 7,7 mnível estático médio

Como são os poços em Ananindeua - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 700 poços em Ananindeua - PA. A profundidade média é de 42,9 m e a mediana, 26 m, medida em 621 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 94.700 dos 154.891 domicílios do município — 61,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
700
Profundidade média
42,9 m
Profundidade mediana
26 m
Nível estático médio
7,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
24,8 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
478.778 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
94.700 (61,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 700 poços em Ananindeua, com profundidade média de 42,9 m (mediana de 26 m, variando de 9 m a 393 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 58% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ananindeua é 24,8 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Ananindeua

Poços cadastrados em Ananindeua - PA
Poços no cadastro nacional700 poços
Profundidade média42,9 m 621 poços com o dado
Profundidade mediana26 m
Faixa de profundidade9 m a 393 m
Nível estático médio7,7 m 428 poços com o dado
Nível dinâmico médio13,3 m 413 poços com o dado
Vazão específica média3,5 m³/h por metro 254 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 58% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 364 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 291 poços
Poços com teste de vazão700 de 700
Distribuição das profundidades em Ananindeua 9 m mínimo 26 m mediana 393 m máximo
Metade dos poços fica entre 18 m e 40 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ananindeua por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 535 · 86% 50-100 m 47 · 8% 100-150 m 5 · 1% 150-200 m 1 acima de 200 m 33 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ananindeua 6 1970 46 1980 149 1990 50 2000 291 2010 79 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ananindeua. Valores em poços. Abastecimento doméstico 364 · 66% Abastecimento múltiplo 58 · 11% Abastecimento industrial 57 · 10% Abastecimento urbano 34 · 6% Outros (lazer,etc.) 33 · 6% Abastecimento doméstico/animal 2
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 338 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 210 poços
  • Quaternário — 121 poços
  • Formação Pirabas — 23 poços
  • Aluviões — 4 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 4 poços
  • Triássico-Cretáceo — 2 poços

O território e o subsolo de Ananindeua

Ananindeua tem 478.778 habitantes distribuídos em 190,6 km², o que dá 2.512,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belém.

No Censo 2022, 94.700 dos 154.891 domicílios de Ananindeua — 61,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 88.523 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 85.864 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ananindeua

Com base em 1.478 poços cadastrados num raio de 30 km de Ananindeua - PA, 80% deles foram concluídos entre 17 m e 60 m, com profundidade mediana de 30 m. A vazão mediana calculada é de 5,1 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 762 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ananindeua se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.478 poços no raio, contra 700 poços dentro do município.

30 mprofundidade mediana
5,1 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
52,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 762 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ananindeua: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta1.478 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 32peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 98peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ananindeua costumam descer

  • até 50 m 86%1.154
  • 50 a 100 m 9%119
  • 100 a 150 m 1%14
  • acima de 150 m 5%62

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 4,4 m³/h 30 m 693503 com teste
Quaternário 7,5 m³/h 18 m 13014 com teste
Aluviões 7,9 m³/h 19 m 97 com teste
Formação Pirabas 224,0 m³/h 273 m 74 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 12,5 m³/h 41 m 64 com teste
Formação Itapecuru 11,0 m³/h 79 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m741 poços Grupo Barreiras 594 · Quaternário 130 · Aluviões 8
  • 50 a 100 m66 poços Grupo Barreiras 64 · Formação Itapecuru 2
  • 100 a 150 m5 poços Grupo Barreiras 4 · Aluviões 1
  • acima de 150 m42 poços Grupo Barreiras 31 · Formação Pirabas 7 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ananindeua?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ananindeua.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.