Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Altamira - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Altamira, Pará.

  • aquífero fissural
  • diabásio penatecaua
  • 160poços cadastrados
  • 130,3 mprofundidade média
  • 130 mprofundidade mediana
  • 40,2 mnível estático médio

Como são os poços em Altamira - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 160 poços em Altamira - PA. A profundidade média é de 130,3 m e a mediana, 130 m, medida em 130 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 40,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Diabásio Penatecaua. No Censo 2022, 20.532 dos 41.217 domicílios do município — 49,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
160
Profundidade média
130,3 m
Profundidade mediana
130 m
Nível estático médio
40,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Diabásio Penatecaua
Ante a média do estado
62,6 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
126.279 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
20.532 (49,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 160 poços em Altamira, com profundidade média de 130,3 m (mediana de 130 m, variando de 3 m a 302 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Diabásio Penatecaua, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Altamira é 62,6 m mais fundo que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Altamira

Poços cadastrados em Altamira - PA
Poços no cadastro nacional160 poços
Profundidade média130,3 m 130 poços com o dado
Profundidade mediana130 m
Faixa de profundidade3 m a 302 m
Nível estático médio40,2 m 99 poços com o dado
Nível dinâmico médio66 m 94 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 67 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 60% dos registros
Rocha predominanteDiabásio Penatecaua 56% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 42 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 88 poços
Poços com teste de vazão160 de 160
Distribuição das profundidades em Altamira 3 m mínimo 130 m mediana 302 m máximo
Metade dos poços fica entre 36 m e 197 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Altamira por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 36 · 28% 50-100 m 10 · 8% 100-150 m 37 · 28% 150-200 m 16 · 12% acima de 200 m 31 · 24%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Altamira 5 1990 25 2000 88 2010 12 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Altamira. Valores em poços. Abastecimento doméstico 42 · 44% Abastecimento industrial 18 · 19% Abastecimento múltiplo 14 · 15% Abastecimento urbano 10 · 11% Outros (lazer,etc.) 10 · 11% Doméstico/irrigação/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 44 poços
  • Poroso — 29 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Diabásio Penatecaua — 45 poços
  • Formação Curuá — 11 poços
  • Formação Ererê — 9 poços
  • Formação Alter do Chão — 7 poços
  • Suíte Intrusiva Maloquinha — 6 poços
  • Suíte intrusiva Parauari — 3 poços

O território e o subsolo de Altamira

Altamira tem 126.279 habitantes distribuídos em 159.533,3 km², o que dá 0,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Altamira.

No Censo 2022, 20.532 dos 41.217 domicílios de Altamira — 49,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 11.069 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 18.251 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Altamira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Altamira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.