Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Izabel do Pará - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Izabel do Pará, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 198poços cadastrados
  • 41,2 mprofundidade média
  • 33 mprofundidade mediana
  • 9,3 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Izabel do Pará - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 198 poços em Santa Izabel do Pará - PA. A profundidade média é de 41,2 m e a mediana, 33 m, medida em 180 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 5.329 dos 21.491 domicílios do município — 24,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
198
Profundidade média
41,2 m
Profundidade mediana
33 m
Nível estático médio
9,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
26,5 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
73.019 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
5.329 (24,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 198 poços em Santa Izabel do Pará, com profundidade média de 41,2 m (mediana de 33 m, variando de 7,5 m a 262 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 85% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Izabel do Pará é 26,5 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Santa Izabel do Pará

Poços cadastrados em Santa Izabel do Pará - PA
Poços no cadastro nacional198 poços
Profundidade média41,2 m 180 poços com o dado
Profundidade mediana33 m
Faixa de profundidade7,5 m a 262 m
Nível estático médio9,3 m 147 poços com o dado
Nível dinâmico médio14,9 m 145 poços com o dado
Vazão específica média3 m³/h por metro 136 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 99% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 85% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 78 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 60 poços
Poços com teste de vazão198 de 198
Distribuição das profundidades em Santa Izabel do Pará 7,5 m mínimo 33 m mediana 262 m máximo
Metade dos poços fica entre 24 m e 43 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Izabel do Pará por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 156 · 87% 50-100 m 15 · 8% 100-150 m 3 · 2% 150-200 m 1 · 1% acima de 200 m 5 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Izabel do Pará 1 1970 21 1980 49 1990 28 2000 60 2010 21 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Izabel do Pará. Valores em poços. Abastecimento doméstico 78 · 48% Abastecimento industrial 38 · 23% Abastecimento urbano 22 · 13% Abastecimento doméstico/animal 11 · 7% Abastecimento múltiplo 9 · 6% Outros (lazer,etc.) 5 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 119 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 110 poços
  • Formação Pirabas — 6 poços
  • Quaternário — 6 poços
  • Terciário-Quaternário — 3 poços
  • Formação Itapecuru — 3 poços
  • Holoceno — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Izabel do Pará

Santa Izabel do Pará tem 73.019 habitantes distribuídos em 717,7 km², o que dá 101,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belém.

No Censo 2022, 5.329 dos 21.491 domicílios de Santa Izabel do Pará — 24,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.446 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.972 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Izabel do Pará

Com base em 1.786 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Izabel do Pará - PA, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 67 m, com profundidade mediana de 30 m. A vazão mediana calculada é de 6,4 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 964 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Izabel do Pará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.786 poços no raio, contra 198 poços dentro do município.

30 mprofundidade mediana
6,4 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
63,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 964 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Izabel do Pará: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta1.786 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 42peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 98peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Izabel do Pará costumam descer

  • até 50 m 83%1.362
  • 50 a 100 m 11%182
  • 100 a 150 m 2%35
  • acima de 150 m 4%61

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 5,0 m³/h 30 m 849623 com teste
Quaternário 7,8 m³/h 18 m 12821 com teste
Formação Pirabas 80,4 m³/h 125 m 2722 com teste
Terciário-Quaternário 209,9 m³/h 22 m 161 com teste
Aluviões 7,9 m³/h 18 m 117 com teste
Formação Itapecuru 7,8 m³/h 66 m 74 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 16,2 m³/h 41 m 44 com teste
Holoceno sem teste 18 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m877 poços Grupo Barreiras 710 · Quaternário 128 · Terciário-Quaternário 14
  • 50 a 100 m111 poços Grupo Barreiras 101 · Formação Pirabas 6 · Formação Itapecuru 3
  • 100 a 150 m21 poços Grupo Barreiras 12 · Formação Pirabas 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m39 poços Grupo Barreiras 26 · Formação Pirabas 11 · Terciário-Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Izabel do Pará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Izabel do Pará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.