Pará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Maria do Pará - PA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Maria do Pará, Pará.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 38poços cadastrados
  • 45,5 mprofundidade média
  • 42 mprofundidade mediana
  • 11,6 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Maria do Pará - PA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 38 poços em Santa Maria do Pará - PA. A profundidade média é de 45,5 m e a mediana, 42 m, medida em 36 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 1.453 dos 8.460 domicílios do município — 17,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
38
Profundidade média
45,5 m
Profundidade mediana
42 m
Nível estático médio
11,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
22,2 m mais raso que a média de Pará (67,7 m)
População (Censo 2022)
24.624 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.453 (17,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 38 poços em Santa Maria do Pará, com profundidade média de 45,5 m (mediana de 42 m, variando de 24 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Maria do Pará é 22,2 m mais raso que a média de Pará (67,7 m).

Números do cadastro em Santa Maria do Pará

Poços cadastrados em Santa Maria do Pará - PA
Poços no cadastro nacional38 poços
Profundidade média45,5 m 36 poços com o dado
Profundidade mediana42 m
Faixa de profundidade24 m a 100 m
Nível estático médio11,6 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio15,8 m 28 poços com o dado
Vazão específica média2,9 m³/h por metro 25 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 97% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão38 de 38
Distribuição das profundidades em Santa Maria do Pará 24 m mínimo 42 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 35 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Maria do Pará por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 27 · 75% 50-100 m 9 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Maria do Pará 1 1980 5 1990 16 2000 11 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Maria do Pará. Valores em poços. Abastecimento urbano 18 · 53% Abastecimento doméstico 11 · 32% Abastecimento industrial 2 · 6% Abastecimento múltiplo 2 · 6% Irrigação 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 30 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 29 poços
  • Formação Pirabas — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Maria do Pará

Santa Maria do Pará tem 24.624 habitantes distribuídos em 457,7 km², o que dá 53,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Castanhal.

No Censo 2022, 1.453 dos 8.460 domicílios de Santa Maria do Pará — 17,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.155 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.250 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Pará divide-se entre as bacias do Amazonas e do Marajó, com Alter do Chão e Barreiras, e o cristalino do Cráton Amazônico ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso e produtivo na maior parte da área povoada; ao sul, fissural. Ferro e manganês são a queixa química mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Maria do Pará

Com base em 259 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Maria do Pará - PA, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 93 m, com profundidade mediana de 42 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 14,4 m³/h), sobre 127 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Maria do Pará se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 259 poços no raio, contra 38 poços dentro do município.

42 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
9,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 127 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Maria do Pará: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta259 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 95peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 80peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Maria do Pará costumam descer

  • até 50 m 67%166
  • 50 a 100 m 27%66
  • 100 a 150 m 6%14
  • acima de 150 m 1%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 7,5 m³/h 40 m 12367 com teste
Formação Pirabas 11,6 m³/h 54 m 2716 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 35 m 9
Aluviões 8,5 m³/h 18 m 74 com teste
Eopaleozoico 59,9 m³/h 120 m 73 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m118 poços Grupo Barreiras 90 · Formação Pirabas 11 · Terciário-Quaternário 9
  • 50 a 100 m44 poços Grupo Barreiras 29 · Formação Pirabas 14 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m10 poços Eopaleozoico 6 · Grupo Barreiras 3 · Formação Pirabas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Maria do Pará?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Maria do Pará.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.