Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Caraí - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Caraí, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 44poços cadastrados
  • 92,5 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 4,8 mnível estático médio

Como são os poços em Caraí - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 44 poços em Caraí - MG. A profundidade média é de 92,5 m e a mediana, 84 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 1.490 dos 6.871 domicílios do município — 21,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
44
Profundidade média
92,5 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
4,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
4,3 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
19.548 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.490 (21,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 44 poços em Caraí, com profundidade média de 92,5 m (mediana de 84 m, variando de 64 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 88% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Caraí é 4,3 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Caraí

Poços cadastrados em Caraí - MG
Poços no cadastro nacional44 poços
Profundidade média92,5 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade64 m a 152 m
Nível estático médio4,8 m 31 poços com o dado
Nível dinâmico médio45,5 m 31 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 30 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 88% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 1990 22 poços
Poços com teste de vazão44 de 44
Distribuição das profundidades em Caraí 64 m mínimo 84 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Caraí por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 34 · 85% 100-150 m 3 · 8% 150-200 m 3 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Caraí 3 1980 22 1990 12 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 40 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 35 poços
  • Cambriano Indiviso — 5 poços

O território e o subsolo de Caraí

Caraí tem 19.548 habitantes distribuídos em 1.242,3 km², o que dá 15,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 1.490 dos 6.871 domicílios de Caraí — 21,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.049 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.083 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Caraí

Com base em 93 poços cadastrados num raio de 30 km de Caraí - MG, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 59 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Caraí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 93 poços no raio, contra 44 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
3,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 59 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Caraí: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta93 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 25peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 60peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Caraí costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 70%62
  • 100 a 150 m 23%20
  • acima de 150 m 7%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 4,2 m³/h 87 m 7348 com teste
Cambriano Indiviso 25,8 m³/h 152 m 52 com teste
Grupo Macaúbas 3,9 m³/h 102 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m59 poços Proterozoico Superior 57 · Grupo Macaúbas 1 · Cambriano Indiviso 1
  • 100 a 150 m20 poços Proterozoico Superior 13 · Grupo Macaúbas 4 · Proterozoico Inferior 2
  • acima de 150 m6 poços Cambriano Indiviso 3 · Proterozoico Superior 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Caraí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Caraí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.