Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vazante - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vazante, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo vazante
  • 23poços cadastrados
  • 90,1 mprofundidade média
  • 74 mprofundidade mediana
  • 22,4 mnível estático médio

Como são os poços em Vazante - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Vazante - MG. A profundidade média é de 90,1 m e a mediana, 74 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Vazante. No Censo 2022, 553 dos 7.548 domicílios do município — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
90,1 m
Profundidade mediana
74 m
Nível estático médio
22,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Vazante
Ante a média do estado
6,7 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
19.975 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
553 (7,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Vazante, com profundidade média de 90,1 m (mediana de 74 m, variando de 42 m a 202 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Vazante, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vazante é 6,7 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Vazante

Poços cadastrados em Vazante - MG
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média90,1 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana74 m
Faixa de profundidade42 m a 202 m
Nível estático médio22,4 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,8 m 17 poços com o dado
Vazão específica média21 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Vazante 53% dos registros
Uso mais comumIrrigação 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 9 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Vazante 42 m mínimo 74 m mediana 202 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vazante por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 10% 50-100 m 14 · 67% 100-150 m 4 · 19% acima de 200 m 1 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vazante 5 1970 9 1980 1 1990 2 2000 2 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vazante. Valores em poços. Irrigação 4 · 57% Abastecimento industrial 2 · 29% Pecuária 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços
  • Carstico — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Vazante — 9 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 5 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Formação Paracatu — 1 poço
  • Grupo Canastra — 1 poço

O território e o subsolo de Vazante

Vazante tem 19.975 habitantes distribuídos em 1.913,4 km², o que dá 10,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.

No Censo 2022, 553 dos 7.548 domicílios de Vazante — 7,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 473 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 910 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vazante

Com base em 47 poços cadastrados num raio de 30 km de Vazante - MG, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 124 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 21,9 m³/h (metade dos poços entre 11,9 m³/h e 30,5 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vazante se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 47 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
21,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
1,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vazante: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra média47 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 12peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 91peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vazante costumam descer

  • até 50 m 9%4
  • 50 a 100 m 68%30
  • 100 a 150 m 20%9
  • acima de 150 m 2%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 18,5 m³/h 95 m 98 com teste
Grupo Vazante 24,2 m³/h 74 m 98 com teste
Formação Paracatu 17,4 m³/h 82 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m19 poços Grupo Vazante 8 · Subgrupo Paraopeba 7 · Formação Paracatu 3
  • 100 a 150 m6 poços Subgrupo Paraopeba 2 · Formação Paracatu 2 · Grupo Vazante 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vazante?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vazante.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.