Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tocantins - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tocantins, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico inferior
  • 8poços cadastrados
  • 109,3 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 8 mnível estático médio

Como são os poços em Tocantins - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Tocantins - MG. A profundidade média é de 109,3 m e a mediana, 120 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Inferior. No Censo 2022, 890 dos 6.154 domicílios do município — 14,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
109,3 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Inferior
Ante a média do estado
12,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
16.185 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
890 (14,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Tocantins, com profundidade média de 109,3 m (mediana de 120 m, variando de 72 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Inferior, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tocantins é 12,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Tocantins

Poços cadastrados em Tocantins - MG
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média109,3 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade72 m a 150 m
Nível estático médio8 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,3 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Inferior 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 3 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Tocantins 72 m mínimo 120 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tocantins por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 38% 100-150 m 5 · 63%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tocantins 3 1990 2 2000 2 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tocantins. Valores em poços. Abastecimento industrial 2 · 50% Outros (lazer,etc.) 1 · 25% Abastecimento doméstico 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Inferior — 4 poços

O território e o subsolo de Tocantins

Tocantins tem 16.185 habitantes distribuídos em 173,9 km², o que dá 93,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ubá, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 890 dos 6.154 domicílios de Tocantins — 14,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 551 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 954 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tocantins

Com base em 138 poços cadastrados num raio de 30 km de Tocantins - MG, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 150 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 14,6 m³/h (metade dos poços entre 7,6 m³/h e 21,5 m³/h), sobre 80 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tocantins se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 138 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
14,6 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
4,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 80 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tocantins: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta138 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tocantins costumam descer

  • até 50 m 5%6
  • 50 a 100 m 28%34
  • 100 a 150 m 58%70
  • acima de 150 m 8%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Inferior 12,3 m³/h 108 m 5133 com teste
Complexo Juiz de Fora 19,1 m³/h 150 m 2922 com teste
Complexo Mantiqueira 17,5 m³/h 150 m 97 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m24 poços Proterozoico Inferior 19 · Complexo Juiz de Fora 5
  • 100 a 150 m59 poços Proterozoico Inferior 30 · Complexo Juiz de Fora 20 · Complexo Mantiqueira 7
  • acima de 150 m8 poços Complexo Juiz de Fora 4 · Complexo Mantiqueira 2 · Proterozoico Inferior 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tocantins?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tocantins.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.