Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Bom Jesus do Galho - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Bom Jesus do Galho, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 15poços cadastrados
  • 109,2 mprofundidade média
  • 94 mprofundidade mediana
  • 5,9 mnível estático médio

Como são os poços em Bom Jesus do Galho - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Bom Jesus do Galho - MG. A profundidade média é de 109,2 m e a mediana, 94 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 815 dos 5.560 domicílios do município — 14,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
109,2 m
Profundidade mediana
94 m
Nível estático médio
5,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
12,4 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
14.536 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
815 (14,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Bom Jesus do Galho, com profundidade média de 109,2 m (mediana de 94 m, variando de 76 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Bom Jesus do Galho é 12,4 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Bom Jesus do Galho

Poços cadastrados em Bom Jesus do Galho - MG
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média109,2 m 14 poços com o dado
Profundidade mediana94 m
Faixa de profundidade76 m a 150 m
Nível estático médio5,9 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,6 m 10 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 92% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 38% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1980 5 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Bom Jesus do Galho 76 m mínimo 94 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 84 m e 146 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Bom Jesus do Galho por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 8 · 57% 100-150 m 6 · 43%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Bom Jesus do Galho 5 1980 2 1990 2 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Bom Jesus do Galho. Valores em poços. Abastecimento doméstico 1 · 33% Abastecimento múltiplo 1 · 33% Outros (lazer,etc.) 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 5 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 5 poços
  • Complexo Mantiqueira — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Bom Jesus do Galho

Bom Jesus do Galho tem 14.536 habitantes distribuídos em 592,3 km², o que dá 24,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Caratinga, na região intermediária de Ipatinga.

No Censo 2022, 815 dos 5.560 domicílios de Bom Jesus do Galho — 14,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 602 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.611 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Bom Jesus do Galho

Com base em 149 poços cadastrados num raio de 30 km de Bom Jesus do Galho - MG, 80% deles foram concluídos entre 33 m e 149 m, com profundidade mediana de 73 m. A vazão mediana calculada é de 55,4 m³/h (metade dos poços entre 7,9 m³/h e 180,0 m³/h), sobre 97 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Bom Jesus do Galho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 149 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

73 mprofundidade mediana
55,4 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
5,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 97 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Bom Jesus do Galho: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta149 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 71peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 3peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Bom Jesus do Galho costumam descer

  • até 50 m 40%54
  • 50 a 100 m 31%42
  • 100 a 150 m 26%35
  • acima de 150 m 2%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões 209,0 m³/h 40 m 3129 com teste
Complexo Juiz de Fora 6,4 m³/h 113 m 2717 com teste
Complexo Mantiqueira 120,0 m³/h 39 m 2415 com teste
Proterozoico Superior 7,8 m³/h 96 m 2218 com teste
Proterozoico Inferior 20,8 m³/h 108 m 97 com teste
Formação São Tomé 200,0 m³/h 33 m 76 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m49 poços Aluviões 26 · Complexo Mantiqueira 16 · Formação São Tomé 6
  • 50 a 100 m38 poços Proterozoico Superior 13 · Complexo Juiz de Fora 12 · Aluviões 5
  • 100 a 150 m33 poços Complexo Juiz de Fora 13 · Proterozoico Superior 8 · Complexo Mantiqueira 5
  • acima de 150 m3 poços Complexo Juiz de Fora 2 · Proterozoico Superior 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Bom Jesus do Galho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Bom Jesus do Galho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.