Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Brumadinho - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Brumadinho, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo bonfim
  • Atendemos esta cidade
  • 99poços cadastrados
  • 109 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Brumadinho - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 99 poços em Brumadinho - MG. A profundidade média é de 109 m e a mediana, 100 m, medida em 64 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Bonfim. No Censo 2022, 1.648 dos 13.868 domicílios do município — 11,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
99
Profundidade média
109 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
15,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Bonfim
Ante a média do estado
12,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
38.915 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.648 (11,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 99 poços em Brumadinho, com profundidade média de 109 m (mediana de 100 m, variando de 36 m a 288 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Bonfim, presente em 29% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Brumadinho é 12,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Brumadinho

Poços cadastrados em Brumadinho - MG
Poços no cadastro nacional99 poços
Profundidade média109 m 64 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade36 m a 288 m
Nível estático médio15,7 m 53 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,1 m 52 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 50 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Bonfim 29% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 42 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 26 poços
Poços com teste de vazão99 de 99
Distribuição das profundidades em Brumadinho 36 m mínimo 100 m mediana 288 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 138 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Brumadinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 5% 50-100 m 34 · 53% 100-150 m 19 · 30% 150-200 m 5 · 8% acima de 200 m 3 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Brumadinho 3 1980 6 1990 25 2000 26 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Brumadinho. Valores em poços. Abastecimento doméstico 42 · 61% Sem uso 8 · 12% Abastecimento industrial 7 · 10% Abastecimento urbano 5 · 7% Abastecimento múltiplo 4 · 6% Outros (lazer,etc.) 3 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 40 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Bonfim — 11 poços
  • Complexo Belo Horizonte — 8 poços
  • Grupo Nova Lima — 7 poços
  • Grupo Caraca — 5 poços
  • Formação Caue — 4 poços
  • Complexo Barbacena — 3 poços

O território e o subsolo de Brumadinho

Brumadinho tem 38.915 habitantes distribuídos em 639,4 km², o que dá 60,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 1.648 dos 13.868 domicílios de Brumadinho — 11,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.532 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.745 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Brumadinho

Com base em 1.007 poços cadastrados num raio de 30 km de Brumadinho - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 166 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 11,9 m³/h), sobre 546 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Brumadinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.007 poços no raio, contra 99 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
35,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 546 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Brumadinho: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta1.007 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 19peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Brumadinho costumam descer

  • até 50 m 6%40
  • 50 a 100 m 46%335
  • 100 a 150 m 35%255
  • acima de 150 m 13%92

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 6,2 m³/h 80 m 146105 com teste
Grupo Nova Lima 6,7 m³/h 100 m 7136 com teste
Formação Caue 37,1 m³/h 150 m 3627 com teste
Formação Gandarela 15,0 m³/h 107 m 3025 com teste
Grupo Sabará 10,9 m³/h 78 m 2816 com teste
Grupo Caraca 47,6 m³/h 152 m 2716 com teste
Complexo Bonfim 7,3 m³/h 90 m 2316 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,4 m³/h 114 m 2120 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m31 poços Complexo Belo Horizonte 15 · Grupo Nova Lima 10 · Complexo Bonfim 2
  • 50 a 100 m196 poços Complexo Belo Horizonte 86 · Grupo Nova Lima 32 · Grupo Sabará 23
  • 100 a 150 m123 poços Complexo Belo Horizonte 35 · Grupo Nova Lima 23 · Formação Caue 14
  • acima de 150 m58 poços Formação Caue 16 · Grupo Caraca 14 · Complexo Belo Horizonte 10

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Brumadinho?

Esta página é de dados públicos, mas Brumadinho está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 70 km daqui.

Ver serviços em Brumadinho

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.