Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Timóteo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Timóteo, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo mantiqueira
  • 48poços cadastrados
  • 64 mprofundidade média
  • 47,5 mprofundidade mediana
  • 7,3 mnível estático médio

Como são os poços em Timóteo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 48 poços em Timóteo - MG. A profundidade média é de 64 m e a mediana, 47,5 m, medida em 46 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Mantiqueira. No Censo 2022, 1.922 dos 30.026 domicílios do município — 6,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
48
Profundidade média
64 m
Profundidade mediana
47,5 m
Nível estático médio
7,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Mantiqueira
Ante a média do estado
32,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
81.579 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.922 (6,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 48 poços em Timóteo, com profundidade média de 64 m (mediana de 47,5 m, variando de 18 m a 144 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Mantiqueira, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Timóteo é 32,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Timóteo

Poços cadastrados em Timóteo - MG
Poços no cadastro nacional48 poços
Profundidade média64 m 46 poços com o dado
Profundidade mediana47,5 m
Faixa de profundidade18 m a 144 m
Nível estático médio7,3 m 29 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,8 m 33 poços com o dado
Vazão específica média52,5 m³/h por metro 33 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 72% dos registros
Rocha predominanteComplexo Mantiqueira 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 13 poços
Poços com teste de vazão48 de 48
Distribuição das profundidades em Timóteo 18 m mínimo 47,5 m mediana 144 m máximo
Metade dos poços fica entre 36 m e 99 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Timóteo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 24 · 52% 50-100 m 12 · 26% 100-150 m 10 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Timóteo 5 1960 6 1970 12 1980 13 1990 4 2000 4 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Timóteo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 75% Outros (lazer,etc.) 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 31 poços
  • Poroso — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Mantiqueira — 26 poços
  • Aluviões — 7 poços
  • Proterozoico Inferior — 6 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 3 poços
  • Suíte Borrachudos — 1 poço

O território e o subsolo de Timóteo

Timóteo tem 81.579 habitantes distribuídos em 144,4 km², o que dá 565,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ipatinga.

No Censo 2022, 1.922 dos 30.026 domicílios de Timóteo — 6,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.620 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.283 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Timóteo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Timóteo

Com base em 196 poços cadastrados num raio de 30 km de Timóteo - MG, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 141 m, com profundidade mediana de 45 m. A vazão mediana calculada é de 136,6 m³/h (metade dos poços entre 21,2 m³/h e 211,8 m³/h), sobre 130 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (55% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Timóteo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 196 poços no raio, contra 48 poços dentro do município.

45 mprofundidade mediana
136,6 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
6,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 130 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Timóteo: 74/100

74 de 100

Confiança: amostra alta196 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 44peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Timóteo costumam descer

  • até 50 m 54%95
  • 50 a 100 m 22%39
  • 100 a 150 m 21%38
  • acima de 150 m 3%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões 209,0 m³/h 40 m 7165 com teste
Complexo Mantiqueira 80,0 m³/h 47 m 3423 com teste
Formação São Tomé 25,1 m³/h 84 m 1513 com teste
Proterozoico Inferior 12,7 m³/h 115 m 1510 com teste
Complexo Juiz de Fora 16,0 m³/h 141 m 127 com teste
Grupo Dom Silvério 16,5 m³/h 156 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m84 poços Aluviões 58 · Complexo Mantiqueira 18 · Formação São Tomé 6
  • 50 a 100 m30 poços Aluviões 13 · Complexo Mantiqueira 6 · Proterozoico Inferior 5
  • 100 a 150 m36 poços Complexo Mantiqueira 10 · Proterozoico Inferior 10 · Complexo Juiz de Fora 9
  • acima de 150 m5 poços Grupo Dom Silvério 3 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1 · Formação São Tomé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Timóteo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Timóteo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.