Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Dores do Indaiá - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Dores do Indaiá, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 12poços cadastrados
  • 77,9 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 14,2 mnível estático médio

Como são os poços em Dores do Indaiá - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Dores do Indaiá - MG. A profundidade média é de 77,9 m e a mediana, 70 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 268 dos 5.247 domicílios do município — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
77,9 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
14,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
18,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
12.630 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
268 (5,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Dores do Indaiá, com profundidade média de 77,9 m (mediana de 70 m, variando de 38 m a 168 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Dores do Indaiá é 18,9 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Dores do Indaiá

Poços cadastrados em Dores do Indaiá - MG
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média77,9 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade38 m a 168 m
Nível estático médio14,2 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,3 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 5 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Dores do Indaiá 38 m mínimo 70 m mediana 168 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Dores do Indaiá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 9% 50-100 m 9 · 82% 150-200 m 1 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Dores do Indaiá 1 1940 2 1950 5 1970 1 2000 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Dores do Indaiá. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 50% Pecuária 1 · 25% Outros (lazer,etc.) 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 8 poços

O território e o subsolo de Dores do Indaiá

Dores do Indaiá tem 12.630 habitantes distribuídos em 1.111,2 km², o que dá 11,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Dores do Indaiá, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 268 dos 5.247 domicílios de Dores do Indaiá — 5,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 159 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 290 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Dores do Indaiá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Dores do Indaiá

Com base em 49 poços cadastrados num raio de 30 km de Dores do Indaiá - MG, 80% deles foram concluídos entre 69 m e 124 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 11,7 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 15,2 m³/h), sobre 27 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Dores do Indaiá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 49 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
11,7 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
1,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 27 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Dores do Indaiá: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra média49 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 83peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 13peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 92peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Dores do Indaiá costumam descer

  • até 50 m 2%1
  • 50 a 100 m 61%25
  • 100 a 150 m 29%12
  • acima de 150 m 7%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra de Santa Helena 12,0 m³/h 98 m 1411 com teste
Subgrupo Paraopeba 15,5 m³/h 70 m 146 com teste
Formação Serra da Saudade 13,1 m³/h 102 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m22 poços Subgrupo Paraopeba 11 · Formação Serra de Santa Helena 9 · Formação Serra da Saudade 2
  • 100 a 150 m11 poços Formação Serra de Santa Helena 5 · Subgrupo Paraopeba 3 · Formação Serra da Saudade 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Dores do Indaiá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Dores do Indaiá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.