Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Catuti - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Catuti, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo porteirinha
  • 34poços cadastrados
  • 80,2 mprofundidade média
  • 83 mprofundidade mediana
  • 17,7 mnível estático médio

Como são os poços em Catuti - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Catuti - MG. A profundidade média é de 80,2 m e a mediana, 83 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Porteirinha. No Censo 2022, 855 dos 1.712 domicílios do município — 49,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
80,2 m
Profundidade mediana
83 m
Nível estático médio
17,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Porteirinha
Ante a média do estado
16,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.739 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
855 (49,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Catuti, com profundidade média de 80,2 m (mediana de 83 m, variando de 29 m a 124 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Porteirinha, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Catuti é 16,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Catuti

Poços cadastrados em Catuti - MG
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média80,2 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana83 m
Faixa de profundidade29 m a 124 m
Nível estático médio17,7 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,9 m 19 poços com o dado
Vazão específica média2,7 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 81% dos registros
Rocha predominanteComplexo Porteirinha 45% dos registros
Uso mais comumPecuária 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 12 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Catuti 29 m mínimo 83 m mediana 124 m máximo
Metade dos poços fica entre 62 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Catuti por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 9% 50-100 m 22 · 69% 100-150 m 7 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Catuti 1 1950 12 1980 9 1990 10 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Catuti. Valores em poços. Pecuária 4 · 67% Irrigação 1 · 17% Abastecimento urbano 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 21 poços
  • Carstico — 3 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Porteirinha — 13 poços
  • Proterozoico Superior — 6 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 5 poços
  • Proterozoico Inferior — 2 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 2 poços
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Catuti

Catuti tem 4.739 habitantes distribuídos em 287,8 km², o que dá 16,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Espinosa, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 855 dos 1.712 domicílios de Catuti — 49,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 855 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 587 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Catuti

Com base em 284 poços cadastrados num raio de 30 km de Catuti - MG, 80% deles foram concluídos entre 48 m e 120 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 6,3 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 159 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Catuti se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 284 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
6,3 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
10,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 159 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Catuti: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta284 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 45peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Catuti costumam descer

  • até 50 m 12%33
  • 50 a 100 m 58%156
  • 100 a 150 m 30%81
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Porteirinha 6,1 m³/h 90 m 9963 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 6,4 m³/h 63 m 8530 com teste
Subgrupo Paraopeba 5,2 m³/h 90 m 3024 com teste
Proterozoico Superior 13,7 m³/h 90 m 1814 com teste
Proterozoico Inferior 7,6 m³/h 91 m 1610 com teste
Grupo Macaúbas 3,1 m³/h 78 m 76 com teste
Corpo Cristalino 6,3 m³/h 60 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m33 poços Complexo Gnáissico-Migmatítico 21 · Complexo Porteirinha 9 · Proterozoico Inferior 1
  • 50 a 100 m151 poços Complexo Gnáissico-Migmatítico 55 · Complexo Porteirinha 47 · Subgrupo Paraopeba 17
  • 100 a 150 m81 poços Complexo Porteirinha 42 · Subgrupo Paraopeba 12 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Catuti?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Catuti.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.