Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pequi - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pequi, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo nova lima
  • 5poços cadastrados
  • 108,8 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 2,6 mnível estático médio

Como são os poços em Pequi - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Pequi - MG. A profundidade média é de 108,8 m e a mediana, 120 m, medida em 4 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 2,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Nova Lima. No Censo 2022, 281 dos 1.553 domicílios do município — 18,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
108,8 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
2,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Nova Lima
Ante a média do estado
12 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.155 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
281 (18,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Pequi, com profundidade média de 108,8 m (mediana de 120 m, variando de 81 m a 144 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Nova Lima, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pequi é 12 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Pequi

Poços cadastrados em Pequi - MG
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média108,8 m 4 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade81 m a 144 m
Nível estático médio2,6 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,5 m 2 poços com o dado
Vazão específica média1.052,4 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Nova Lima 50% dos registros
Uso mais comumIrrigação 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 1 poço
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Pequi 81 m mínimo 120 m mediana 144 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 144 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pequi por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 50% 100-150 m 2 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pequi 1 1990 1 2000 1 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pequi. Valores em poços. Irrigação 2 · 67% Pecuária 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Nova Lima — 1 poço
  • Complexo Belo Horizonte — 1 poço

O território e o subsolo de Pequi

Pequi tem 4.155 habitantes distribuídos em 204,0 km², o que dá 20,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pará de Minas, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 281 dos 1.553 domicílios de Pequi — 18,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 214 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 185 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pequi

Com base em 201 poços cadastrados num raio de 30 km de Pequi - MG, 80% deles foram concluídos entre 67 m e 234 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 11,2 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 21,5 m³/h), sobre 107 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pequi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 201 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
11,2 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
7,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 107 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pequi: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta201 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 82peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 45peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 48peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pequi costumam descer

  • até 50 m 3%6
  • 50 a 100 m 34%64
  • 100 a 150 m 31%58
  • acima de 150 m 32%61

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Divinópolis 13,1 m³/h 186 m 8539 com teste
Complexo Belo Horizonte 10,5 m³/h 102 m 3125 com teste
Arqueano 9,0 m³/h 114 m 88 com teste
Supergrupo Espinhaço sem teste 78 m 7
Complexo Barbacena 17,3 m³/h 80 m 52 com teste
Complexo Juiz de Fora 8,6 m³/h 90 m 53 com teste
Grupo Nova Lima 26,2 m³/h 90 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Complexo Divinópolis 3 · Complexo Belo Horizonte 1 · Formação Serra de Santa Helena 1
  • 50 a 100 m44 poços Complexo Belo Horizonte 13 · Complexo Divinópolis 12 · Supergrupo Espinhaço 6
  • 100 a 150 m44 poços Complexo Belo Horizonte 17 · Complexo Divinópolis 17 · Arqueano 4
  • acima de 150 m54 poços Complexo Divinópolis 53 · Arqueano 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pequi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pequi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.