Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Confins - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Confins, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico superior
  • 52poços cadastrados
  • 80 mprofundidade média
  • 79 mprofundidade mediana
  • 9,3 mnível estático médio

Como são os poços em Confins - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 52 poços em Confins - MG. A profundidade média é de 80 m e a mediana, 79 m, medida em 51 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Superior. No Censo 2022, 35 dos 2.498 domicílios do município — 1,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
52
Profundidade média
80 m
Profundidade mediana
79 m
Nível estático médio
9,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Superior
Ante a média do estado
16,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
7.350 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
35 (1,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 52 poços em Confins, com profundidade média de 80 m (mediana de 79 m, variando de 47 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Superior, presente em 27% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Confins é 16,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Confins

Poços cadastrados em Confins - MG
Poços no cadastro nacional52 poços
Profundidade média80 m 51 poços com o dado
Profundidade mediana79 m
Faixa de profundidade47 m a 150 m
Nível estático médio9,3 m 41 poços com o dado
Nível dinâmico médio23,1 m 41 poços com o dado
Vazão específica média14,1 m³/h por metro 40 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 50% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Superior 27% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 25 poços
Poços com teste de vazão52 de 52
Distribuição das profundidades em Confins 47 m mínimo 79 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 90 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Confins por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 16% 50-100 m 37 · 73% 100-150 m 6 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Confins 4 1970 25 1980 17 1990 3 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Confins. Valores em poços. Abastecimento doméstico 4 · 31% Abastecimento múltiplo 3 · 23% Abastecimento urbano 2 · 15% Pecuária 2 · 15% Abastecimento doméstico/animal 1 · 8% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 25 poços
  • Carstico — 24 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Superior — 14 poços
  • Formação Sete Lagoas — 13 poços
  • Grupo Bambuí — 11 poços
  • Formação Serra de Santa Helena — 7 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 4 poços
  • Complexo Belo Horizonte — 2 poços

O território e o subsolo de Confins

Confins tem 7.350 habitantes distribuídos em 42,4 km², o que dá 173,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 35 dos 2.498 domicílios de Confins — 1,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 27 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 31 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Confins, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Confins

Com base em 1.008 poços cadastrados num raio de 30 km de Confins - MG, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 141 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 10,3 m³/h (metade dos poços entre 4,8 m³/h e 26,1 m³/h), sobre 555 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (59% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Confins se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.008 poços no raio, contra 52 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
10,3 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
35,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 555 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Confins: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta1.008 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 78peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 12peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Confins costumam descer

  • até 50 m 10%88
  • 50 a 100 m 61%531
  • 100 a 150 m 24%210
  • acima de 150 m 5%41

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 10,0 m³/h 84 m 293177 com teste
Formação Sete Lagoas 30,0 m³/h 80 m 11673 com teste
Grupo Bambuí 13,0 m³/h 83 m 6924 com teste
Subgrupo Paraopeba 25,0 m³/h 76 m 6845 com teste
Proterozoico Superior 56,6 m³/h 87 m 4331 com teste
Formação Serra de Santa Helena 51,1 m³/h 94 m 4026 com teste
Grupo Itabira 11,0 m³/h 65 m 83 com teste
Aluviões 30,9 m³/h 47 m 74 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m71 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Formação Sete Lagoas 14 · Subgrupo Paraopeba 10
  • 50 a 100 m408 poços Complexo Belo Horizonte 173 · Formação Sete Lagoas 73 · Subgrupo Paraopeba 49
  • 100 a 150 m152 poços Complexo Belo Horizonte 79 · Formação Sete Lagoas 22 · Grupo Bambuí 18
  • acima de 150 m35 poços Complexo Belo Horizonte 18 · Formação Sete Lagoas 7 · Formação Serra de Santa Helena 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Confins?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Confins.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.