Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pains - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pains, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • formação sete lagoas
  • 14poços cadastrados
  • 112,7 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 21,5 mnível estático médio

Como são os poços em Pains - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Pains - MG. A profundidade média é de 112,7 m e a mediana, 120 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,5 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Sete Lagoas. No Censo 2022, 186 dos 3.043 domicílios do município — 6,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
14
Profundidade média
112,7 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
21,5 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Sete Lagoas
Ante a média do estado
15,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
8.142 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
186 (6,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Pains, com profundidade média de 112,7 m (mediana de 120 m, variando de 77,5 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sete Lagoas, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pains é 15,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Pains

Poços cadastrados em Pains - MG
Poços no cadastro nacional14 poços
Profundidade média112,7 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade77,5 m a 150 m
Nível estático médio21,5 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio45,2 m 11 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 83% dos registros
Rocha predominanteFormação Sete Lagoas 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 4 poços
Poços com teste de vazão14 de 14
Distribuição das profundidades em Pains 77,5 m mínimo 120 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pains por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 31% 100-150 m 9 · 69%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pains 1 1980 3 1990 3 2000 4 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pains. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 30% Abastecimento múltiplo 2 · 20% Pecuária 2 · 20% Outros (lazer,etc.) 1 · 10% Irrigação 1 · 10% Abastecimento industrial 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 5 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Sete Lagoas — 4 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 1 poço
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Pains

Pains tem 8.142 habitantes distribuídos em 421,9 km², o que dá 19,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Formiga, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 186 dos 3.043 domicílios de Pains — 6,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 143 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 229 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pains, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pains

Com base em 134 poços cadastrados num raio de 30 km de Pains - MG, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 6,2 m³/h e 15,1 m³/h), sobre 91 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pains se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 134 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
4,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 91 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pains: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta134 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 89peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pains costumam descer

  • até 50 m 9%11
  • 50 a 100 m 55%66
  • 100 a 150 m 29%35
  • acima de 150 m 7%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Divinópolis 10,5 m³/h 110 m 3432 com teste
Subgrupo Paraopeba 14,3 m³/h 84 m 2118 com teste
Aluviões 6,8 m³/h 67 m 88 com teste
Grupo Bambuí 8,1 m³/h 150 m 42 com teste
Formação Sete Lagoas 6,3 m³/h 110 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Subgrupo Paraopeba 1 · Complexo Varginha-Guaxupe 1 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m40 poços Complexo Divinópolis 17 · Subgrupo Paraopeba 13 · Aluviões 7
  • 100 a 150 m25 poços Complexo Divinópolis 13 · Subgrupo Paraopeba 5 · Grupo Bambuí 4
  • acima de 150 m7 poços Complexo Divinópolis 4 · Subgrupo Paraopeba 2 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pains?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pains.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.