Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campina Verde - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campina Verde, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • formação vale do rio do peixe
  • 95poços cadastrados
  • 84,8 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 18,6 mnível estático médio

Como são os poços em Campina Verde - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 95 poços em Campina Verde - MG. A profundidade média é de 84,8 m e a mediana, 80 m, medida em 72 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Vale do Rio do Peixe. No Censo 2022, 1.157 dos 7.296 domicílios do município — 15,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
95
Profundidade média
84,8 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
18,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Vale do Rio do Peixe
Ante a média do estado
12 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
18.011 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.157 (15,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 95 poços em Campina Verde, com profundidade média de 84,8 m (mediana de 80 m, variando de 27 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Vale do Rio do Peixe, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campina Verde é 12 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Campina Verde

Poços cadastrados em Campina Verde - MG
Poços no cadastro nacional95 poços
Profundidade média84,8 m 72 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade27 m a 210 m
Nível estático médio18,6 m 47 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,9 m 52 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 47 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 73% dos registros
Rocha predominanteFormação Vale do Rio do Peixe 50% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 28 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão95 de 95
Distribuição das profundidades em Campina Verde 27 m mínimo 80 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campina Verde por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 23 · 32% 50-100 m 26 · 36% 100-150 m 21 · 29% acima de 200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Campina Verde 9 1990 26 2000 17 2010 20 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campina Verde. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 28 · 44% Pecuária 17 · 27% Abastecimento doméstico 12 · 19% Abastecimento doméstico/animal 4 · 6% Abastecimento urbano 2 · 3% Abastecimento múltiplo 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 16 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Vale do Rio do Peixe — 11 poços
  • Formação Serra Geral — 8 poços
  • Grupo Bauru — 2 poços
  • Formação Marília — 1 poço

O território e o subsolo de Campina Verde

Campina Verde tem 18.011 habitantes distribuídos em 3.650,7 km², o que dá 4,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uberlândia.

No Censo 2022, 1.157 dos 7.296 domicílios de Campina Verde — 15,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 828 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.458 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campina Verde

Com base em 80 poços cadastrados num raio de 30 km de Campina Verde - MG, 80% deles foram concluídos entre 44 m e 144 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 3,8 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 7,3 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campina Verde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 80 poços no raio, contra 95 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
3,8 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
2,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campina Verde: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta80 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 22peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 53peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 71peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campina Verde costumam descer

  • até 50 m 30%17
  • 50 a 100 m 42%24
  • 100 a 150 m 25%14
  • acima de 150 m 4%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Vale do Rio do Peixe 9,8 m³/h 120 m 139 com teste
Formação Serra Geral 72,0 m³/h 84 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m10 poços Formação Vale do Rio do Peixe 6 · Formação Serra Geral 2 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1
  • 100 a 150 m9 poços Formação Vale do Rio do Peixe 5 · Grupo Bauru 2 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campina Verde?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campina Verde.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.