Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em São Sebastião do Oeste - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Sebastião do Oeste, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- complexo divinópolis
- 19poços cadastrados
- 84,7 mprofundidade média
- 90 mprofundidade mediana
- 6,9 mnível estático médio
Como são os poços em São Sebastião do Oeste - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em São Sebastião do Oeste - MG. A profundidade média é de 84,7 m e a mediana, 90 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Divinópolis. No Censo 2022, 762 dos 3.095 domicílios do município — 24,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 19
- Profundidade média
- 84,7 m
- Profundidade mediana
- 90 m
- Nível estático médio
- 6,9 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Divinópolis
- Ante a média do estado
- 12,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 8.815 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 762 (24,6%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em São Sebastião do Oeste, com profundidade média de 84,7 m (mediana de 90 m, variando de 28 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Divinópolis, presente em 100% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de São Sebastião do Oeste é 12,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em São Sebastião do Oeste
| Poços no cadastro nacional | 19 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 84,7 m 18 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 90 m |
| Faixa de profundidade | 28 m a 150 m |
| Nível estático médio | 6,9 m 17 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 38 m 17 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,6 m³/h por metro 16 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Divinópolis 100% dos registros |
| Uso mais comum | Outros (lazer,etc.) 4 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 7 poços |
| Poços com teste de vazão | 19 de 19 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 7 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Divinópolis — 7 poços
O território e o subsolo de São Sebastião do Oeste
São Sebastião do Oeste tem 8.815 habitantes distribuídos em 408,1 km², o que dá 21,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Divinópolis.
No Censo 2022, 762 dos 3.095 domicílios de São Sebastião do Oeste — 24,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 487 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 826 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de São Sebastião do Oeste
Com base em 107 poços cadastrados num raio de 30 km de São Sebastião do Oeste - MG, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,3 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 17,3 m³/h), sobre 76 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Sebastião do Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 107 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 76 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de São Sebastião do Oeste: 47/100
Confiança: amostra alta107 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 50peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 71peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 16peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de São Sebastião do Oeste costumam descer
- até 50 m 17%16
- 50 a 100 m 39%37
- 100 a 150 m 38%36
- acima de 150 m 6%6
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Divinópolis | 7,9 m³/h | 81 m | 5347 com teste |
| Complexo Barbacena | 10,0 m³/h | 144 m | 86 com teste |
| Complexo Belo Horizonte | 36,8 m³/h | 126 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m7 poços Complexo Divinópolis 7
- 50 a 100 m27 poços Complexo Divinópolis 27
- 100 a 150 m27 poços Complexo Divinópolis 17 · Complexo Barbacena 7 · Complexo Belo Horizonte 3
- acima de 150 m4 poços Complexo Divinópolis 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Complexo Barbacena 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos São Sebastião do Oeste?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Sebastião do Oeste.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.