Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Augusto de Lima - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Augusto de Lima, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 26poços cadastrados
  • 85 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 10,7 mnível estático médio

Como são os poços em Augusto de Lima - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Augusto de Lima - MG. A profundidade média é de 85 m e a mediana, 80 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 476 dos 1.707 domicílios do município — 27,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
85 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
10,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
11,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.538 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
476 (27,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Augusto de Lima, com profundidade média de 85 m (mediana de 80 m, variando de 56 m a 123 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Augusto de Lima é 11,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Augusto de Lima

Poços cadastrados em Augusto de Lima - MG
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média85 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade56 m a 123 m
Nível estático médio10,7 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio31,4 m 13 poços com o dado
Vazão específica média5,6 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 67% dos registros
Uso mais comumPecuária 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 14 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Augusto de Lima 56 m mínimo 80 m mediana 123 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 99,5 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Augusto de Lima por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 20 · 87% 100-150 m 3 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Augusto de Lima 14 1970 3 1980 3 1990 1 2000 1 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Augusto de Lima. Valores em poços. Pecuária 3 · 60% Irrigação 2 · 40%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 21 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 14 poços
  • Formação Serra de Santa Helena — 7 poços

O território e o subsolo de Augusto de Lima

Augusto de Lima tem 4.538 habitantes distribuídos em 1.254,8 km², o que dá 3,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curvelo, na região intermediária de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 476 dos 1.707 domicílios de Augusto de Lima — 27,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 475 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 375 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Augusto de Lima

Com base em 67 poços cadastrados num raio de 30 km de Augusto de Lima - MG, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 127 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 14,5 m³/h (metade dos poços entre 7,6 m³/h e 29,1 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Augusto de Lima se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 67 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
14,5 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
2,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Augusto de Lima: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta67 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 18peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 69peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Augusto de Lima costumam descer

  • até 50 m 8%5
  • 50 a 100 m 68%40
  • 100 a 150 m 20%12
  • acima de 150 m 3%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 8,8 m³/h 84 m 247 com teste
Formação Serra de Santa Helena 17,0 m³/h 80 m 1816 com teste
Grupo Bambuí 20,3 m³/h 125 m 66 com teste
Formação Lagoa do Jacare 24,0 m³/h 60 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Formação Lagoa do Jacare 1 · Formação Serra de Santa Helena 1
  • 50 a 100 m35 poços Subgrupo Paraopeba 17 · Formação Serra de Santa Helena 13 · Grupo Bambuí 3
  • 100 a 150 m11 poços Subgrupo Paraopeba 4 · Formação Serra de Santa Helena 4 · Formação Lagoa do Jacare 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Augusto de Lima?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Augusto de Lima.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.