Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Campo Azul - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campo Azul, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- formação três marias
- 37poços cadastrados
- 106,7 mprofundidade média
- 108 mprofundidade mediana
- 21,8 mnível estático médio
Como são os poços em Campo Azul - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 37 poços em Campo Azul - MG. A profundidade média é de 106,7 m e a mediana, 108 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Três Marias. No Censo 2022, 500 dos 1.276 domicílios do município — 39,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 37
- Profundidade média
- 106,7 m
- Profundidade mediana
- 108 m
- Nível estático médio
- 21,8 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Três Marias
- Ante a média do estado
- 9,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 3.714 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 500 (39,2%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 37 poços em Campo Azul, com profundidade média de 106,7 m (mediana de 108 m, variando de 60 m a 195 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Três Marias, presente em 48% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Campo Azul é 9,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Campo Azul
| Poços no cadastro nacional | 37 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 106,7 m 28 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 108 m |
| Faixa de profundidade | 60 m a 195 m |
| Nível estático médio | 21,8 m 18 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 48,7 m 19 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1,9 m³/h por metro 19 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 81% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Três Marias 48% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico/animal 6 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 14 poços |
| Poços com teste de vazão | 37 de 37 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 22 poços
- Carstico — 5 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Três Marias — 13 poços
- Subgrupo Paraopeba — 11 poços
- Formação Lagoa do Jacare — 3 poços
O território e o subsolo de Campo Azul
Campo Azul tem 3.714 habitantes distribuídos em 505,9 km², o que dá 7,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Montes Claros.
No Censo 2022, 500 dos 1.276 domicílios de Campo Azul — 39,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 499 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 287 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Campo Azul
Com base em 242 poços cadastrados num raio de 30 km de Campo Azul - MG, 80% deles foram concluídos entre 64 m e 130 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 9,1 m³/h (metade dos poços entre 4,8 m³/h e 21,9 m³/h), sobre 95 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campo Azul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 242 poços no raio, contra 37 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 95 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Campo Azul: 58/100
Confiança: amostra alta242 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 68peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 69peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Campo Azul costumam descer
- até 50 m 4%8
- 50 a 100 m 53%96
- 100 a 150 m 42%77
- acima de 150 m 1%1
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Subgrupo Paraopeba | 7,3 m³/h | 96 m | 5925 com teste |
| Formação Lagoa do Jacare | 8,8 m³/h | 84 m | 5731 com teste |
| Formação Três Marias | 9,6 m³/h | 102 m | 5330 com teste |
| Grupo Bambuí | 15,1 m³/h | 132 m | 53 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m8 poços Formação Lagoa do Jacare 4 · Subgrupo Paraopeba 2 · Formação Três Marias 1
- 50 a 100 m91 poços Subgrupo Paraopeba 34 · Formação Lagoa do Jacare 31 · Formação Três Marias 24
- 100 a 150 m76 poços Formação Três Marias 28 · Subgrupo Paraopeba 23 · Formação Lagoa do Jacare 21
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Campo Azul?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campo Azul.
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Perguntas sobre os poços de Campo Azul
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Minas Gerais · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.