Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cabo Verde - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cabo Verde, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 18poços cadastrados
  • 84,7 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 8,6 mnível estático médio

Como são os poços em Cabo Verde - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Cabo Verde - MG. A profundidade média é de 84,7 m e a mediana, 80 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 318 dos 4.200 domicílios do município — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
84,7 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
8,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
12,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
11.410 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
318 (7,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Cabo Verde, com profundidade média de 84,7 m (mediana de 80 m, variando de 40,2 m a 170 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 93% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cabo Verde é 12,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Cabo Verde

Poços cadastrados em Cabo Verde - MG
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média84,7 m 16 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade40,2 m a 170 m
Nível estático médio8,6 m 11 poços com o dado
Nível dinâmico médio36,7 m 13 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 93% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1970 8 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Cabo Verde 40,2 m mínimo 80 m mediana 170 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 110 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cabo Verde por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 13% 50-100 m 10 · 63% 100-150 m 3 · 19% 150-200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cabo Verde 8 1970 1 1980 3 1990 4 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cabo Verde. Valores em poços. Abastecimento urbano 1 · 50% Abastecimento industrial 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 14 poços
  • Grupo Paraíba — 1 poço

O território e o subsolo de Cabo Verde

Cabo Verde tem 11.410 habitantes distribuídos em 368,2 km², o que dá 31,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guaxupé, na região intermediária de Varginha.

No Censo 2022, 318 dos 4.200 domicílios de Cabo Verde — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 298 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.134 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cabo Verde

Com base em 75 poços cadastrados num raio de 30 km de Cabo Verde - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 99 m. A vazão mediana calculada é de 14,8 m³/h (metade dos poços entre 8,5 m³/h e 22,7 m³/h), sobre 47 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 2 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cabo Verde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 75 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

99 mprofundidade mediana
14,8 m³/hvazão mediana calculada
2 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 47 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cabo Verde: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta75 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 29peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cabo Verde costumam descer

  • até 50 m 3%2
  • 50 a 100 m 56%38
  • 100 a 150 m 35%24
  • acima de 150 m 6%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m38 poços Complexo Varginha-Guaxupe 36 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Grupo Paraíba 1
  • 100 a 150 m23 poços Complexo Varginha-Guaxupe 23

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cabo Verde?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cabo Verde.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.