Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Buenópolis - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Buenópolis, Minas Gerais.
- aquífero carstico
- subgrupo paraopeba
- 6poços cadastrados
- 82,8 mprofundidade média
- 83 mprofundidade mediana
- 8,2 mnível estático médio
Como são os poços em Buenópolis - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Buenópolis - MG. A profundidade média é de 82,8 m e a mediana, 83 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,2 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 321 dos 3.425 domicílios do município — 9,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 6
- Profundidade média
- 82,8 m
- Profundidade mediana
- 83 m
- Nível estático médio
- 8,2 m
- Aquífero predominante
- Carstico
- Rocha predominante
- Subgrupo Paraopeba
- Ante a média do estado
- 14 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 9.150 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 321 (9,4%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Buenópolis, com profundidade média de 82,8 m (mediana de 83 m, variando de 56 m a 100,6 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.
Comparado ao restante do estado, o poço de Buenópolis é 14 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Buenópolis
| Poços no cadastro nacional | 6 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 82,8 m 5 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 83 m |
| Faixa de profundidade | 56 m a 100,6 m |
| Nível estático médio | 8,2 m 4 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 40,2 m 4 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,6 m³/h por metro 4 poços com teste |
| Aquífero predominante | Carstico 50% dos registros |
| Rocha predominante | Subgrupo Paraopeba 50% dos registros |
| Uso mais comum | Outros (lazer,etc.) 1 poço |
| Década com mais perfurações | anos 1990 3 poços |
| Poços com teste de vazão | 6 de 6 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Carstico — 2 poços
- Fissural — 2 poços
Formações geológicas atravessadas
- Subgrupo Paraopeba — 2 poços
- Formação Serra de Santa Helena — 2 poços
O território e o subsolo de Buenópolis
Buenópolis tem 9.150 habitantes distribuídos em 1.599,9 km², o que dá 5,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curvelo, na região intermediária de Belo Horizonte.
No Censo 2022, 321 dos 3.425 domicílios de Buenópolis — 9,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 319 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 256 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.
O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Buenópolis
Com base em 19 poços cadastrados num raio de 30 km de Buenópolis - MG, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 98 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 15,2 m³/h (metade dos poços entre 7,3 m³/h e 23,1 m³/h), sobre 12 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (40% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Buenópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 19 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 12 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Buenópolis: 67/100
Confiança: amostra baixa19 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 4peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 80peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Buenópolis costumam descer
- até 50 m 0%0
- 50 a 100 m 88%15
- 100 a 150 m 12%2
- acima de 150 m 0%0
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Lagoa do Jacare | 15,2 m³/h | 82 m | 66 com teste |
| Subgrupo Paraopeba | sem teste | 83 m | 5 |
| Formação Serra de Santa Helena | 11,3 m³/h | 96 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Buenópolis?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Buenópolis.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
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Veja também: todos os municípios de Minas Gerais · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.