Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Goiânia - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Goiânia, Goiás.

  • aquífero fissural
  • grupo araxá
  • 843poços cadastrados
  • 72,6 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 11,8 mnível estático médio

Como são os poços em Goiânia - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 843 poços em Goiânia - GO. A profundidade média é de 72,6 m e a mediana, 70 m, medida em 831 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Araxá. No Censo 2022, 24.020 dos 549.071 domicílios do município — 4,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
843
Profundidade média
72,6 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
11,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Araxá
Ante a média do estado
27,3 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
1.437.366 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
24.020 (4,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 843 poços em Goiânia, com profundidade média de 72,6 m (mediana de 70 m, variando de 9 m a 312 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Araxá, presente em 46% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Goiânia é 27,3 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Goiânia

Poços cadastrados em Goiânia - GO
Poços no cadastro nacional843 poços
Profundidade média72,6 m 831 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade9 m a 312 m
Nível estático médio11,8 m 514 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,1 m 527 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 525 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 68% dos registros
Rocha predominanteGrupo Araxá 46% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 293 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 377 poços
Poços com teste de vazão843 de 843
Distribuição das profundidades em Goiânia 9 m mínimo 70 m mediana 312 m máximo
Metade dos poços fica entre 29 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Goiânia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 346 · 42% 50-100 m 297 · 36% 100-150 m 152 · 18% 150-200 m 28 · 3% acima de 200 m 8 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Goiânia 2 1960 9 1970 24 1980 200 1990 219 2000 377 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Goiânia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 293 · 42% Abastecimento múltiplo 221 · 32% Abastecimento industrial 74 · 11% Sem uso 54 · 8% Outros (lazer,etc.) 27 · 4% Abastecimento urbano 23 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 98 poços
  • Poroso — 46 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Araxá — 74 poços
  • Quaternário — 50 poços
  • Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu — 15 poços
  • Terciário-Quaternário — 13 poços
  • Corpo Cristalino — 8 poços
  • Complexo Granulítico — 1 poço

O território e o subsolo de Goiânia

Goiânia tem 1.437.366 habitantes distribuídos em 729,3 km², o que dá 1.970,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Goiânia.

No Censo 2022, 24.020 dos 549.071 domicílios de Goiânia — 4,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 14.891 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 14.653 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Goiânia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Goiânia

Com base em 1.970 poços cadastrados num raio de 30 km de Goiânia - GO, 80% deles foram concluídos entre 20 m e 155 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 9,7 m³/h), sobre 1.004 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Goiânia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.970 poços no raio, contra 843 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
69,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 1.004 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Goiânia: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta1.970 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 30peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 22peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Goiânia costumam descer

  • até 50 m 45%870
  • 50 a 100 m 27%517
  • 100 a 150 m 18%356
  • acima de 150 m 10%202

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Araxá 5,1 m³/h 120 m 225194 com teste
Terciário-Quaternário 5,1 m³/h 100 m 7060 com teste
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 10,5 m³/h 150 m 6760 com teste
Quaternário 1,8 m³/h 32 m 6560 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 13,4 m³/h 315 m 43 com teste
Complexo Granulítico 8,0 m³/h 145 m 44 com teste
Corpo Cristalino 1,3 m³/h 60 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m58 poços Quaternário 46 · Grupo Araxá 6 · Terciário-Quaternário 4
  • 50 a 100 m152 poços Grupo Araxá 77 · Terciário-Quaternário 48 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 18
  • 100 a 150 m132 poços Grupo Araxá 85 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 26 · Terciário-Quaternário 15
  • acima de 150 m98 poços Grupo Araxá 57 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 23 · Quaternário 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Goiânia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Goiânia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.