Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Goiás - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Goiás, Goiás.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 22poços cadastrados
  • 122,9 mprofundidade média
  • 102 mprofundidade mediana
  • 10,1 mnível estático médio

Como são os poços em Goiás - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Goiás - GO. A profundidade média é de 122,9 m e a mediana, 102 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 1.574 dos 9.593 domicílios do município — 16,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
122,9 m
Profundidade mediana
102 m
Nível estático médio
10,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
23 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
24.071 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.574 (16,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Goiás, com profundidade média de 122,9 m (mediana de 102 m, variando de 63 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 20% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Goiás é 23 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Goiás

Poços cadastrados em Goiás - GO
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média122,9 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana102 m
Faixa de profundidade63 m a 270 m
Nível estático médio10,1 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,3 m 20 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 20% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 18 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Goiás 63 m mínimo 102 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 162 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Goiás por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 11 · 50% 100-150 m 5 · 23% 150-200 m 5 · 23% acima de 200 m 1 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Goiás 2 1990 2 2000 18 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Goiás. Valores em poços. Abastecimento urbano 12 · 57% Abastecimento múltiplo 4 · 19% Abastecimento doméstico/animal 3 · 14% Abastecimento doméstico 1 · 5% Abastecimento industrial 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
  • Quaternário — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Grupo Serra da Mesa-Serra Dourada — 1 poço
  • Grupo Paranoá — 1 poço

O território e o subsolo de Goiás

Goiás tem 24.071 habitantes distribuídos em 3.108,4 km², o que dá 7,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Goiás - Itapuranga, na região intermediária de Goiânia.

No Censo 2022, 1.574 dos 9.593 domicílios de Goiás — 16,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.178 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.345 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Goiás

Com base em 18 poços cadastrados num raio de 30 km de Goiás - GO, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 180 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 5,4 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 8,8 m³/h), sobre 16 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Goiás se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 18 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
5,4 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
0,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 16 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Goiás: 32/100

32 de 100

Confiança: amostra baixa18 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 4peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 91peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Goiás costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 50%9
  • 100 a 150 m 22%4
  • acima de 150 m 28%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Goiás?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Goiás.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.