Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Goianápolis - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Goianápolis, Goiás.

  • aquífero fissural
  • grupo araxá
  • 10poços cadastrados
  • 95,9 mprofundidade média
  • 108 mprofundidade mediana
  • 17,5 mnível estático médio

Como são os poços em Goianápolis - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 10 poços em Goianápolis - GO. A profundidade média é de 95,9 m e a mediana, 108 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Araxá. No Censo 2022, 732 dos 4.923 domicílios do município — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
10
Profundidade média
95,9 m
Profundidade mediana
108 m
Nível estático médio
17,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Araxá
Ante a média do estado
4 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
13.967 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
732 (14,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 10 poços em Goianápolis, com profundidade média de 95,9 m (mediana de 108 m, variando de 34 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Araxá, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Goianápolis é 4 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Goianápolis

Poços cadastrados em Goianápolis - GO
Poços no cadastro nacional10 poços
Profundidade média95,9 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana108 m
Faixa de profundidade34 m a 150 m
Nível estático médio17,5 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio73,5 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Araxá 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão10 de 10
Distribuição das profundidades em Goianápolis 34 m mínimo 108 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 111 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Goianápolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 10% 50-100 m 4 · 40% 100-150 m 5 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Goianápolis 1 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Goianápolis. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 4 · 40% Abastecimento doméstico 3 · 30% Abastecimento industrial 2 · 20% Abastecimento urbano 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Araxá — 1 poço

O território e o subsolo de Goianápolis

Goianápolis tem 13.967 habitantes distribuídos em 166,6 km², o que dá 83,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Anápolis, na região intermediária de Goiânia.

No Censo 2022, 732 dos 4.923 domicílios de Goianápolis — 14,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 521 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 480 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Goianápolis

Com base em 479 poços cadastrados num raio de 30 km de Goianápolis - GO, 80% deles foram concluídos entre 27 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,1 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 9,6 m³/h), sobre 313 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Goianápolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 479 poços no raio, contra 10 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,1 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
16,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 313 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Goianápolis: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta479 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 32peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 38peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Goianápolis costumam descer

  • até 50 m 25%118
  • 50 a 100 m 42%196
  • 100 a 150 m 24%113
  • acima de 150 m 9%42

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 12,0 m³/h 120 m 3332 com teste
Grupo Araxá 3,5 m³/h 100 m 2322 com teste
Terciário-Quaternário 5,6 m³/h 100 m 1414 com teste
Quaternário 2,1 m³/h 102 m 1010 com teste
Corpo Cristalino 2,0 m³/h 85 m 54 com teste
Complexo Granulítico 8,3 m³/h 135 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Quaternário 3 · Grupo Araxá 3 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 1
  • 50 a 100 m41 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 14 · Terciário-Quaternário 11 · Grupo Araxá 9
  • 100 a 150 m31 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 15 · Grupo Araxá 7 · Terciário-Quaternário 3
  • acima de 150 m10 poços Grupo Araxá 4 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 3 · Quaternário 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Goianápolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Goianápolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.