Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mata de São João - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mata de São João, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo são sebastião
  • 41poços cadastrados
  • 187,7 mprofundidade média
  • 134 mprofundidade mediana
  • 12,8 mnível estático médio

Como são os poços em Mata de São João - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 41 poços em Mata de São João - BA. A profundidade média é de 187,7 m e a mediana, 134 m, medida em 36 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 1.168 dos 15.325 domicílios do município — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
41
Profundidade média
187,7 m
Profundidade mediana
134 m
Nível estático médio
12,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo São Sebastião
Ante a média do estado
88 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
42.566 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.168 (7,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 41 poços em Mata de São João, com profundidade média de 187,7 m (mediana de 134 m, variando de 12,5 m a 1.752 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mata de São João é 88 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Mata de São João

Poços cadastrados em Mata de São João - BA
Poços no cadastro nacional41 poços
Profundidade média187,7 m 36 poços com o dado
Profundidade mediana134 m
Faixa de profundidade12,5 m a 1.752 m
Nível estático médio12,8 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,7 m 30 poços com o dado
Vazão específica média7,6 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 70% dos registros
Rocha predominanteGrupo São Sebastião 48% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 12 poços
Poços com teste de vazão41 de 41
Distribuição das profundidades em Mata de São João 12,5 m mínimo 134 m mediana 1.752 m máximo
Metade dos poços fica entre 97 m e 188,4 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mata de São João por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 8% 50-100 m 8 · 22% 100-150 m 11 · 31% 150-200 m 9 · 25% acima de 200 m 5 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mata de São João 7 1970 10 1980 2 1990 2 2000 12 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mata de São João. Valores em poços. Abastecimento urbano 15 · 56% Outros (lazer,etc.) 4 · 15% Abastecimento industrial 4 · 15% Doméstico/irrigação/animal 3 · 11% Abastecimento doméstico 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 19 poços
  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo São Sebastião — 10 poços
  • Arqueano — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Quaternário — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Cretáceo — 1 poço

O território e o subsolo de Mata de São João

Mata de São João tem 42.566 habitantes distribuídos em 605,2 km², o que dá 70,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salvador.

No Censo 2022, 1.168 dos 15.325 domicílios de Mata de São João — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.029 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.185 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mata de São João

Com base em 564 poços cadastrados num raio de 30 km de Mata de São João - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 413 m, com profundidade mediana de 195 m. A vazão mediana calculada é de 83,4 m³/h (metade dos poços entre 24,8 m³/h e 189,2 m³/h), sobre 311 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mata de São João se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 564 poços no raio, contra 41 poços dentro do município.

195 mprofundidade mediana
83,4 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
20,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 311 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mata de São João: 73/100

73 de 100

Confiança: amostra alta564 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 75peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 82peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mata de São João costumam descer

  • até 50 m 8%40
  • 50 a 100 m 15%74
  • 100 a 150 m 15%75
  • acima de 150 m 62%304

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 129,3 m³/h 230 m 197129 com teste
Formação Marizal 138,6 m³/h 267 m 3529 com teste
Quaternário 25,4 m³/h 143 m 2312 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1,6 m³/h 39 m 213 com teste
Cretáceo 98,5 m³/h 356 m 1512 com teste
Eluvião 19,3 m³/h 133 m 125 com teste
Aluviões 77,8 m³/h 120 m 63 com teste
Grupo Barreiras 98,3 m³/h 76 m 62 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m36 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13 · Grupo São Sebastião 12 · Quaternário 5
  • 50 a 100 m52 poços Grupo São Sebastião 25 · Quaternário 5 · Eluvião 4
  • 100 a 150 m49 poços Grupo São Sebastião 28 · Formação Marizal 6 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6
  • acima de 150 m197 poços Grupo São Sebastião 132 · Formação Marizal 26 · Cretáceo 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mata de São João?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mata de São João.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.