Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Banzaê - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Banzaê, Bahia.

  • aquífero poroso
  • formação marizal
  • 69poços cadastrados
  • 173 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 56,4 mnível estático médio

Como são os poços em Banzaê - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 69 poços em Banzaê - BA. A profundidade média é de 173 m e a mediana, 160 m, medida em 68 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 56,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Marizal. No Censo 2022, 989 dos 3.935 domicílios do município — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
69
Profundidade média
173 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
56,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Marizal
Ante a média do estado
73,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
11.958 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
989 (25,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 69 poços em Banzaê, com profundidade média de 173 m (mediana de 160 m, variando de 51 m a 420 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Marizal, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Banzaê é 73,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Banzaê

Poços cadastrados em Banzaê - BA
Poços no cadastro nacional69 poços
Profundidade média173 m 68 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade51 m a 420 m
Nível estático médio56,4 m 58 poços com o dado
Nível dinâmico médio72,5 m 52 poços com o dado
Vazão específica média3,1 m³/h por metro 45 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Marizal 48% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão69 de 69
Distribuição das profundidades em Banzaê 51 m mínimo 160 m mediana 420 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 210 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Banzaê por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 15 · 22% 100-150 m 18 · 26% 150-200 m 15 · 22% acima de 200 m 20 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Banzaê 2 1950 7 1960 4 1970 13 1980 14 1990 15 2000 10 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Banzaê. Valores em poços. Abastecimento urbano 18 · 43% Abastecimento doméstico 14 · 33% Abastecimento doméstico/animal 10 · 24%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 52 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Marizal — 23 poços
  • Grupo São Sebastião — 19 poços
  • Quaternário — 4 poços
  • Cretáceo — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Banzaê

Banzaê tem 11.958 habitantes distribuídos em 409,5 km², o que dá 29,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeira do Pombal, na região intermediária de Paulo Afonso.

No Censo 2022, 989 dos 3.935 domicílios de Banzaê — 25,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 988 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 275 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Banzaê

Com base em 343 poços cadastrados num raio de 30 km de Banzaê - BA, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 362 m, com profundidade mediana de 157 m. A vazão mediana calculada é de 22,5 m³/h (metade dos poços entre 10,1 m³/h e 48,7 m³/h), sobre 150 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 45 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Banzaê se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 343 poços no raio, contra 69 poços dentro do município.

157 mprofundidade mediana
22,5 m³/hvazão mediana calculada
45 mnível estático mediano
12,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 150 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Banzaê: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra alta343 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 61peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 82peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Banzaê costumam descer

  • até 50 m 11%35
  • 50 a 100 m 15%48
  • 100 a 150 m 22%71
  • acima de 150 m 51%162

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Marizal 23,6 m³/h 191 m 6648 com teste
Grupo São Sebastião 24,0 m³/h 155 m 2813 com teste
Cretáceo 24,0 m³/h 156 m 173 com teste
Quaternário 8,6 m³/h 149 m 115 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 31,4 m³/h 142 m 62 com teste
Grupo Ilhas 29,1 m³/h 168 m 64 com teste
Formação Candeias 28,3 m³/h 59 m 41 com teste
Aluviões 39,6 m³/h 130 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formação Candeias 2 · Formação Marizal 1 · Cretáceo 1
  • 50 a 100 m19 poços Formação Marizal 8 · Quaternário 4 · Grupo São Sebastião 4
  • 100 a 150 m40 poços Formação Marizal 11 · Grupo São Sebastião 9 · Cretáceo 7
  • acima de 150 m81 poços Formação Marizal 46 · Grupo São Sebastião 14 · Cretáceo 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Banzaê?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Banzaê.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.