Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Biritinga - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Biritinga, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo ilhas
  • 105poços cadastrados
  • 194,7 mprofundidade média
  • 177 mprofundidade mediana
  • 46,8 mnível estático médio

Como são os poços em Biritinga - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 105 poços em Biritinga - BA. A profundidade média é de 194,7 m e a mediana, 177 m, medida em 86 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 46,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Ilhas. No Censo 2022, 1.006 dos 5.358 domicílios do município — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
105
Profundidade média
194,7 m
Profundidade mediana
177 m
Nível estático médio
46,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Ilhas
Ante a média do estado
95 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
15.146 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.006 (18,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 105 poços em Biritinga, com profundidade média de 194,7 m (mediana de 177 m, variando de 57 m a 474 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Ilhas, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Biritinga é 95 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Biritinga

Poços cadastrados em Biritinga - BA
Poços no cadastro nacional105 poços
Profundidade média194,7 m 86 poços com o dado
Profundidade mediana177 m
Faixa de profundidade57 m a 474 m
Nível estático médio46,8 m 73 poços com o dado
Nível dinâmico médio77,1 m 69 poços com o dado
Vazão específica média4,3 m³/h por metro 58 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteGrupo Ilhas 64% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 28 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 20 poços
Poços com teste de vazão105 de 105
Distribuição das profundidades em Biritinga 57 m mínimo 177 m mediana 474 m máximo
Metade dos poços fica entre 108 m e 250 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Biritinga por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 18 · 21% 100-150 m 16 · 19% 150-200 m 19 · 22% acima de 200 m 33 · 38%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Biritinga 10 1970 20 1980 15 1990 20 2000 13 2010 7 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Biritinga. Valores em poços. Abastecimento doméstico 28 · 56% Abastecimento urbano 10 · 20% Abastecimento doméstico/animal 6 · 12% Abastecimento múltiplo 3 · 6% Abastecimento industrial 2 · 4% Irrigação 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 46 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Ilhas — 30 poços
  • Eluvião — 5 poços
  • Formação Marizal — 5 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços
  • Formação Santo Amaro — 2 poços

O território e o subsolo de Biritinga

Biritinga tem 15.146 habitantes distribuídos em 553,8 km², o que dá 27,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Serrinha, na região intermediária de Feira de Santana.

No Censo 2022, 1.006 dos 5.358 domicílios de Biritinga — 18,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.000 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 457 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Biritinga

Com base em 319 poços cadastrados num raio de 30 km de Biritinga - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 259 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 14,5 m³/h (metade dos poços entre 5,3 m³/h e 36,0 m³/h), sobre 142 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Biritinga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 319 poços no raio, contra 105 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
14,5 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
11,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 142 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Biritinga: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta319 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 58peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 11peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Biritinga costumam descer

  • até 50 m 5%13
  • 50 a 100 m 29%77
  • 100 a 150 m 23%61
  • acima de 150 m 43%116

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Ilhas 30,0 m³/h 153 m 3019 com teste
Formação Marizal 14,1 m³/h 190 m 1911 com teste
Quaternário 2,2 m³/h 70 m 134 com teste
Grupo São Sebastião 37,8 m³/h 178 m 98 com teste
Corpo Cristalino 3,0 m³/h 70 m 87 com teste
Formação Candeias 11,3 m³/h 144 m 84 com teste
Eluvião 132,2 m³/h 185 m 75 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10,2 m³/h 180 m 74 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Corpo Cristalino 3 · Grupo Barreiras 1 · Quaternário 1
  • 50 a 100 m31 poços Quaternário 9 · Grupo Ilhas 7 · Proterozoico Inferior 2
  • 100 a 150 m24 poços Grupo Ilhas 7 · Formação Marizal 5 · Corpo Cristalino 2
  • acima de 150 m59 poços Grupo Ilhas 16 · Formação Marizal 13 · Grupo São Sebastião 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Biritinga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Biritinga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.