Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Matina - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Matina, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 31poços cadastrados
  • 74,4 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 6,3 mnível estático médio

Como são os poços em Matina - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 31 poços em Matina - BA. A profundidade média é de 74,4 m e a mediana, 70 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 1.173 dos 3.230 domicílios do município — 36,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
31
Profundidade média
74,4 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
6,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
25,3 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
10.330 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.173 (36,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 31 poços em Matina, com profundidade média de 74,4 m (mediana de 70 m, variando de 42 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Matina é 25,3 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Matina

Poços cadastrados em Matina - BA
Poços no cadastro nacional31 poços
Profundidade média74,4 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade42 m a 120 m
Nível estático médio6,3 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,2 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteArqueano 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão31 de 31
Distribuição das profundidades em Matina 42 m mínimo 70 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 84 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Matina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 26 · 90% 100-150 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Matina 8 1980 17 1990 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Matina. Valores em poços. Abastecimento urbano 13 · 62% Abastecimento múltiplo 6 · 29% Outros (lazer,etc.) 1 · 5% Doméstico/irrigação/animal 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 21 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 15 poços
  • Corpo Cristalino — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Matina

Matina tem 10.330 habitantes distribuídos em 773,3 km², o que dá 13,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guanambi.

No Censo 2022, 1.173 dos 3.230 domicílios de Matina — 36,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.163 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.159 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Matina

Com base em 175 poços cadastrados num raio de 30 km de Matina - BA, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 130 m, com profundidade mediana de 83 m. A vazão mediana calculada é de 2,8 m³/h (metade dos poços entre 1,4 m³/h e 8,1 m³/h), sobre 89 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Matina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 175 poços no raio, contra 31 poços dentro do município.

83 mprofundidade mediana
2,8 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
6,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 89 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Matina: 23/100

23 de 100

Confiança: amostra alta175 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 15peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 11peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Matina costumam descer

  • até 50 m 5%8
  • 50 a 100 m 68%114
  • 100 a 150 m 26%43
  • acima de 150 m 1%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano 3,2 m³/h 70 m 3713 com teste
Corpo Cristalino 5,2 m³/h 89 m 2016 com teste
Quaternário sem teste 71 m 10
Grupo Santo Onofre 13,3 m³/h 110 m 65 com teste
Terciário-Quaternário 2,9 m³/h 71 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Quaternário 2 · Arqueano 2 · Terciário-Quaternário 1
  • 50 a 100 m65 poços Arqueano 34 · Corpo Cristalino 12 · Quaternário 8
  • 100 a 150 m11 poços Corpo Cristalino 8 · Grupo Santo Onofre 2 · Arqueano 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Matina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Matina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.