Bahia · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Fátima - BA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Fátima, Bahia.
- aquífero poroso
- grupo são sebastião
- 39poços cadastrados
- 197,7 mprofundidade média
- 180 mprofundidade mediana
- 51,8 mnível estático médio
Como são os poços em Fátima - BA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 39 poços em Fátima - BA. A profundidade média é de 197,7 m e a mediana, 180 m, medida em 39 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 51,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 117 dos 6.801 domicílios do município — 1,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 39
- Profundidade média
- 197,7 m
- Profundidade mediana
- 180 m
- Nível estático médio
- 51,8 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Grupo São Sebastião
- Ante a média do estado
- 98 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
- População (Censo 2022)
- 17.895 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 117 (1,7%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 39 poços em Fátima, com profundidade média de 197,7 m (mediana de 180 m, variando de 59,5 m a 408 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 33% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Fátima é 98 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).
Números do cadastro em Fátima
| Poços no cadastro nacional | 39 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 197,7 m 39 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 180 m |
| Faixa de profundidade | 59,5 m a 408 m |
| Nível estático médio | 51,8 m 17 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 82,6 m 15 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,8 m³/h por metro 15 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 97% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo São Sebastião 33% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 12 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 17 poços |
| Poços com teste de vazão | 39 de 39 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 30 poços
- Carstico — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Grupo São Sebastião — 2 poços
- Eluvião — 1 poço
- Formação Olhos Dagua — 1 poço
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
- Formação Marizal — 1 poço
O território e o subsolo de Fátima
Fátima tem 17.895 habitantes distribuídos em 364,4 km², o que dá 49,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cícero Dantas, na região intermediária de Paulo Afonso.
No Censo 2022, 117 dos 6.801 domicílios de Fátima — 1,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 115 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 558 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Fátima, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Fátima
Com base em 368 poços cadastrados num raio de 30 km de Fátima - BA, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 300 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 5,5 m³/h e 19,7 m³/h), sobre 120 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (84% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Fátima se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 368 poços no raio, contra 39 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 120 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Fátima: 68/100
Confiança: amostra alta368 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 63peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 84peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Fátima costumam descer
- até 50 m 9%30
- 50 a 100 m 37%119
- 100 a 150 m 20%65
- acima de 150 m 33%105
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Marizal | 12,6 m³/h | 170 m | 5130 com teste |
| Grupo São Sebastião | 60,3 m³/h | 113 m | 296 com teste |
| Formação Olhos Dagua | sem teste | 60 m | 26 |
| Formação Palmares | 6,2 m³/h | 68 m | 152 com teste |
| Quaternário | 16,8 m³/h | 243 m | 82 com teste |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 6,2 m³/h | 130 m | 51 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m7 poços Formação Olhos Dagua 4 · Grupo Nova Lima 1 · Formação Aliança 1
- 50 a 100 m60 poços Formação Olhos Dagua 21 · Formação Palmares 14 · Grupo São Sebastião 11
- 100 a 150 m28 poços Grupo São Sebastião 11 · Formação Marizal 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
- acima de 150 m49 poços Formação Marizal 32 · Grupo São Sebastião 7 · Quaternário 6
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Fátima?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Fátima.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Fátima
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Bahia · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.