São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Valinhos - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Valinhos, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 402poços cadastrados
  • 137,4 mprofundidade média
  • 130 mprofundidade mediana
  • 14,2 mnível estático médio

Como são os poços em Valinhos - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 402 poços em Valinhos - SP. A profundidade média é de 137,4 m e a mediana, 130 m, medida em 369 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 3.089 dos 46.360 domicílios do município — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
402
Profundidade média
137,4 m
Profundidade mediana
130 m
Nível estático médio
14,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
18,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
126.373 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.089 (6,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 402 poços em Valinhos, com profundidade média de 137,4 m (mediana de 130 m, variando de 6,2 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Valinhos é 18,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Valinhos

Poços cadastrados em Valinhos - SP
Poços no cadastro nacional402 poços
Profundidade média137,4 m 369 poços com o dado
Profundidade mediana130 m
Faixa de profundidade6,2 m a 360 m
Nível estático médio14,2 m 181 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,8 m 180 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 180 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 109 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 149 poços
Poços com teste de vazão402 de 402
Distribuição das profundidades em Valinhos 6,2 m mínimo 130 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Valinhos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 35 · 9% 50-100 m 80 · 22% 100-150 m 123 · 33% 150-200 m 70 · 19% acima de 200 m 61 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Valinhos 5 1950 11 1960 59 1970 25 1980 75 1990 149 2000 39 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Valinhos. Valores em poços. Abastecimento industrial 109 · 35% Abastecimento doméstico 85 · 28% Outros (lazer,etc.) 58 · 19% Abastecimento urbano 37 · 12% Sem uso 12 · 4% Irrigação 7 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 198 poços
  • Poroso — 4 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 89 poços
  • Corpo Cristalino — 48 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 26 poços
  • Complexo Amparo — 26 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 5 poços
  • Grupo Tubarão — 4 poços

O território e o subsolo de Valinhos

Valinhos tem 126.373 habitantes distribuídos em 148,5 km², o que dá 850,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 3.089 dos 46.360 domicílios de Valinhos — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.575 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.223 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Valinhos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Valinhos

Com base em 2.150 poços cadastrados num raio de 30 km de Valinhos - SP, 80% deles foram concluídos entre 44 m e 260 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 5,3 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 10,2 m³/h), sobre 609 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Valinhos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.150 poços no raio, contra 402 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
5,3 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
76,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 609 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Valinhos: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta2.150 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 49peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Valinhos costumam descer

  • até 50 m 12%232
  • 50 a 100 m 15%302
  • 100 a 150 m 24%475
  • acima de 150 m 49%963

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 4,1 m³/h 140 m 262198 com teste
Grupo Tubarão 8,9 m³/h 150 m 14170 com teste
Grupo Itararé 7,0 m³/h 189 m 120107 com teste
Corpo Cristalino 5,9 m³/h 150 m 8661 com teste
Complexo Amparo 4,5 m³/h 108 m 4133 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 5,8 m³/h 105 m 2924 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,2 m³/h 114 m 2018 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 6,5 m³/h 150 m 183 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m52 poços Complexo Varginha-Guaxupe 19 · Corpo Cristalino 14 · Complexo Amparo 7
  • 50 a 100 m136 poços Complexo Varginha-Guaxupe 48 · Grupo Tubarão 33 · Corpo Cristalino 18
  • 100 a 150 m230 poços Complexo Varginha-Guaxupe 98 · Grupo Tubarão 41 · Grupo Itararé 26
  • acima de 150 m330 poços Complexo Varginha-Guaxupe 97 · Grupo Itararé 87 · Grupo Tubarão 62

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Valinhos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Valinhos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.