São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Socorro - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Socorro, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 82poços cadastrados
  • 102,7 mprofundidade média
  • 93 mprofundidade mediana
  • 15,5 mnível estático médio

Como são os poços em Socorro - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 82 poços em Socorro - SP. A profundidade média é de 102,7 m e a mediana, 93 m, medida em 67 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 3.897 dos 15.115 domicílios do município — 25,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
82
Profundidade média
102,7 m
Profundidade mediana
93 m
Nível estático médio
15,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
53,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
40.122 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.897 (25,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 82 poços em Socorro, com profundidade média de 102,7 m (mediana de 93 m, variando de 0,6 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 41% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Socorro é 53,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Socorro

Poços cadastrados em Socorro - SP
Poços no cadastro nacional82 poços
Profundidade média102,7 m 67 poços com o dado
Profundidade mediana93 m
Faixa de profundidade0,6 m a 250 m
Nível estático médio15,5 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,4 m 23 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 41% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 29 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 39 poços
Poços com teste de vazão82 de 82
Distribuição das profundidades em Socorro 0,6 m mínimo 93 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Socorro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 9% 50-100 m 35 · 52% 100-150 m 11 · 16% 150-200 m 12 · 18% acima de 200 m 3 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Socorro 2 1980 1 1990 39 2000 15 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Socorro. Valores em poços. Abastecimento industrial 29 · 43% Abastecimento doméstico 26 · 38% Outros (lazer,etc.) 8 · 12% Abastecimento urbano 3 · 4% Irrigação 1 · 1% Doméstico/irrigação/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 27 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 12 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 7 poços
  • Complexo Amparo — 5 poços
  • Aluviões — 2 poços
  • Corpo Granitoides Socorro-Guaxupé — 2 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço

O território e o subsolo de Socorro

Socorro tem 40.122 habitantes distribuídos em 449,0 km², o que dá 89,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bragança Paulista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 3.897 dos 15.115 domicílios de Socorro — 25,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.894 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.523 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Socorro

Com base em 552 poços cadastrados num raio de 30 km de Socorro - SP, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 204 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 10,8 m³/h), sobre 179 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Socorro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 552 poços no raio, contra 82 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
19,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 179 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Socorro: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta552 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 74peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Socorro costumam descer

  • até 50 m 16%78
  • 50 a 100 m 34%164
  • 100 a 150 m 25%122
  • acima de 150 m 24%116

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 5,5 m³/h 90 m 6729 com teste
Complexo Amparo 7,9 m³/h 103 m 5246 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 7,2 m³/h 100 m 5029 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 4,3 m³/h 80 m 2715 com teste
Grupo Tubarão 4,7 m³/h 110 m 176 com teste
Proterozoico Superior 6,0 m³/h 80 m 157 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,8 m³/h 108 m 106 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 8,4 m³/h 95 m 105 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m37 poços Corpo Cristalino 14 · Complexo Granito-Gnáissico 8 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 8
  • 50 a 100 m112 poços Corpo Cristalino 29 · Complexo Amparo 24 · Complexo Granito-Gnáissico 19
  • 100 a 150 m59 poços Complexo Granito-Gnáissico 14 · Corpo Cristalino 10 · Complexo Amparo 10
  • acima de 150 m64 poços Complexo Amparo 16 · Corpo Cristalino 14 · Complexo Granito-Gnáissico 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Socorro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Socorro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.