São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Urânia - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Urânia, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 34poços cadastrados
  • 116,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 25,3 mnível estático médio

Como são os poços em Urânia - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Urânia - SP. A profundidade média é de 116,7 m e a mediana, 100 m, medida em 33 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 411 dos 3.434 domicílios do município — 12% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
116,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
25,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
39,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
8.833 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
411 (12%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Urânia, com profundidade média de 116,7 m (mediana de 100 m, variando de 48 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Urânia é 39,3 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Urânia

Poços cadastrados em Urânia - SP
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média116,7 m 33 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade48 m a 270 m
Nível estático médio25,3 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,7 m 23 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 72% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 9 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Urânia 48 m mínimo 100 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Urânia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 16 · 48% 100-150 m 10 · 30% 150-200 m 4 · 12% acima de 200 m 2 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Urânia 9 1970 5 1980 8 1990 9 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Urânia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 9 · 38% Abastecimento urbano 8 · 33% Outros (lazer,etc.) 3 · 13% Abastecimento industrial 2 · 8% Irrigação 2 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 23 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 23 poços
  • Formação Serra Geral — 8 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Urânia

Urânia tem 8.833 habitantes distribuídos em 209,3 km², o que dá 42,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jales, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 411 dos 3.434 domicílios de Urânia — 12% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 362 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 402 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Urânia

Com base em 460 poços cadastrados num raio de 30 km de Urânia - SP, 80% deles foram concluídos entre 67 m e 202 m, com profundidade mediana de 106 m. A vazão mediana calculada é de 9,1 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 17,5 m³/h), sobre 230 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Urânia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 460 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

106 mprofundidade mediana
9,1 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
16,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 230 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Urânia: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta460 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 68peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 69peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 35peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Urânia costumam descer

  • até 50 m 5%18
  • 50 a 100 m 41%161
  • 100 a 150 m 33%129
  • acima de 150 m 21%83

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 8,9 m³/h 108 m 296206 com teste
Formação Serra Geral 14,4 m³/h 118 m 1411 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Grupo Bauru 15 · Formação Botucatu 1
  • 50 a 100 m122 poços Grupo Bauru 114 · Formação Serra Geral 6 · Grupo Tubarão 1
  • 100 a 150 m109 poços Grupo Bauru 105 · Formação Serra Geral 3 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m68 poços Grupo Bauru 62 · Formação Serra Geral 5 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Urânia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Urânia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.