São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tapiratiba - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tapiratiba, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 6poços cadastrados
  • 98,9 mprofundidade média
  • 56,7 mprofundidade mediana
  • 16,4 mnível estático médio

Como são os poços em Tapiratiba - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Tapiratiba - SP. A profundidade média é de 98,9 m e a mediana, 56,7 m, medida em 3 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 149 dos 4.205 domicílios do município — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
98,9 m
Profundidade mediana
56,7 m
Nível estático médio
16,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
57,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
11.816 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
149 (3,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Tapiratiba, com profundidade média de 98,9 m (mediana de 56,7 m, variando de 50 m a 190 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tapiratiba é 57,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Tapiratiba

Poços cadastrados em Tapiratiba - SP
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média98,9 m 3 poços com o dado
Profundidade mediana56,7 m
Faixa de profundidade50 m a 190 m
Nível estático médio16,4 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio106,8 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 50% dos registros
Uso mais comumPecuária 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 1 poço
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Tapiratiba 50 m mínimo 56,7 m mediana 190 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 190 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tapiratiba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 33% 50-100 m 1 · 33% 150-200 m 1 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tapiratiba 1 1970 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tapiratiba. Valores em poços. Pecuária 2 · 33% Outros (lazer,etc.) 2 · 33% Abastecimento doméstico 2 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Tapiratiba

Tapiratiba tem 11.816 habitantes distribuídos em 221,9 km², o que dá 53,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José do Rio Pardo - Mococa, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 149 dos 4.205 domicílios de Tapiratiba — 3,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 114 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 292 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Tapiratiba, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tapiratiba

Com base em 155 poços cadastrados num raio de 30 km de Tapiratiba - SP, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 161 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 6,9 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 68 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tapiratiba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 155 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
6,9 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
5,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 68 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tapiratiba: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta155 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 44peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tapiratiba costumam descer

  • até 50 m 12%15
  • 50 a 100 m 50%64
  • 100 a 150 m 26%34
  • acima de 150 m 12%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 10,2 m³/h 80 m 3730 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 4,8 m³/h 65 m 105 com teste
Formação Aquidauana 4,6 m³/h 68 m 97 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 13,2 m³/h 60 m 81 com teste
Grupo Andrelândia 11,1 m³/h 95 m 52 com teste
Grupo Itararé 6,0 m³/h 132 m 33 com teste
Formação Serra Geral 6,0 m³/h 130 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Complexo Granito-Gnáissico 3 · Complexo Varginha-Guaxupe 2 · Formação Aquidauana 1
  • 50 a 100 m47 poços Complexo Varginha-Guaxupe 22 · Formação Aquidauana 7 · Complexo Metamórfico-Migmatítico 7
  • 100 a 150 m15 poços Complexo Varginha-Guaxupe 7 · Grupo Itararé 3 · Grupo Andrelândia 2
  • acima de 150 m11 poços Complexo Varginha-Guaxupe 6 · Complexo Granito-Gnáissico 2 · Formação Aquidauana 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tapiratiba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tapiratiba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.