São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Roque - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Roque, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 73poços cadastrados
  • 148,6 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 13,1 mnível estático médio

Como são os poços em São Roque - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 73 poços em São Roque - SP. A profundidade média é de 148,6 m e a mediana, 150 m, medida em 71 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 4.601 dos 28.469 domicílios do município — 16,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
73
Profundidade média
148,6 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
13,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
7,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
79.484 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.601 (16,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 73 poços em São Roque, com profundidade média de 148,6 m (mediana de 150 m, variando de 3 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Roque é 7,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em São Roque

Poços cadastrados em São Roque - SP
Poços no cadastro nacional73 poços
Profundidade média148,6 m 71 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade3 m a 350 m
Nível estático médio13,1 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio67,4 m 20 poços com o dado
Vazão específica média2,4 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 30 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 36 poços
Poços com teste de vazão73 de 73
Distribuição das profundidades em São Roque 3 m mínimo 150 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 84 m e 210 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Roque por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 13% 50-100 m 16 · 23% 100-150 m 18 · 25% 150-200 m 10 · 14% acima de 200 m 18 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Roque 1 1970 7 1980 12 1990 36 2000 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Roque. Valores em poços. Abastecimento doméstico 30 · 46% Abastecimento industrial 23 · 35% Outros (lazer,etc.) 8 · 12% Irrigação 2 · 3% Abastecimento urbano 1 · 2% Sem uso 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 19 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 8 poços
  • Grupo São Roque — 7 poços
  • Grupo Acungui — 3 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 2 poços

O território e o subsolo de São Roque

São Roque tem 79.484 habitantes distribuídos em 306,9 km², o que dá 259,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 4.601 dos 28.469 domicílios de São Roque — 16,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.866 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.661 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Roque

Com base em 1.044 poços cadastrados num raio de 30 km de São Roque - SP, 80% deles foram concluídos entre 74 m e 300 m, com profundidade mediana de 157 m. A vazão mediana calculada é de 6,7 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 12,5 m³/h), sobre 190 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Roque se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.044 poços no raio, contra 73 poços dentro do município.

157 mprofundidade mediana
6,7 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
36,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 190 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Roque: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta1.044 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 44peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 26peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 48peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Roque costumam descer

  • até 50 m 6%62
  • 50 a 100 m 15%149
  • 100 a 150 m 28%283
  • acima de 150 m 52%528

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 5,1 m³/h 158 m 10338 com teste
Grupo Tubarão 6,0 m³/h 123 m 6135 com teste
Grupo São Roque 8,7 m³/h 149 m 4032 com teste
Grupo Acungui 6,2 m³/h 150 m 206 com teste
Grupo Itararé 4,6 m³/h 150 m 1313 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,6 m³/h 120 m 1111 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico sem teste 120 m 11
Pré-Cambriano Indiviso 20,7 m³/h 105 m 106 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Tubarão 5 · Grupo São Roque 2
  • 50 a 100 m59 poços Grupo Tubarão 14 · Corpo Cristalino 13 · Grupo Acungui 8
  • 100 a 150 m101 poços Corpo Cristalino 32 · Grupo Tubarão 22 · Grupo São Roque 16
  • acima de 150 m126 poços Corpo Cristalino 53 · Grupo Tubarão 20 · Grupo São Roque 15

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Roque?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Roque.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.