São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Monte Alto - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Monte Alto, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 226poços cadastrados
  • 148,3 mprofundidade média
  • 121 mprofundidade mediana
  • 49,5 mnível estático médio

Como são os poços em Monte Alto - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 226 poços em Monte Alto - SP. A profundidade média é de 148,3 m e a mediana, 121 m, medida em 202 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 49,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 648 dos 18.050 domicílios do município — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
226
Profundidade média
148,3 m
Profundidade mediana
121 m
Nível estático médio
49,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
7,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
47.574 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
648 (3,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 226 poços em Monte Alto, com profundidade média de 148,3 m (mediana de 121 m, variando de 6 m a 809 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 68% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Monte Alto é 7,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Monte Alto

Poços cadastrados em Monte Alto - SP
Poços no cadastro nacional226 poços
Profundidade média148,3 m 202 poços com o dado
Profundidade mediana121 m
Faixa de profundidade6 m a 809 m
Nível estático médio49,5 m 109 poços com o dado
Nível dinâmico médio93,3 m 111 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 108 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 81% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 68% dos registros
Uso mais comumIrrigação 120 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 59 poços
Poços com teste de vazão226 de 226
Distribuição das profundidades em Monte Alto 6 m mínimo 121 m mediana 809 m máximo
Metade dos poços fica entre 96 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Monte Alto por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 3% 50-100 m 51 · 25% 100-150 m 98 · 49% 150-200 m 28 · 14% acima de 200 m 18 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Monte Alto 2 1960 6 1970 20 1980 34 1990 59 2000 42 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Monte Alto. Valores em poços. Irrigação 120 · 60% Abastecimento industrial 30 · 15% Abastecimento doméstico 23 · 11% Abastecimento urbano 14 · 7% Outros (lazer,etc.) 12 · 6% Pecuária 2 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 123 poços
  • Fissural — 28 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 150 poços
  • Formação Serra Geral — 60 poços
  • Formação Botucatu — 6 poços
  • Formação Piramboia — 3 poços
  • Grupo Passa Dois — 1 poço

O território e o subsolo de Monte Alto

Monte Alto tem 47.574 habitantes distribuídos em 347,0 km², o que dá 137,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 648 dos 18.050 domicílios de Monte Alto — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 615 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 585 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Monte Alto, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Monte Alto

Com base em 826 poços cadastrados num raio de 30 km de Monte Alto - SP, 80% deles foram concluídos entre 65 m e 200 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 16,5 m³/h (metade dos poços entre 10,1 m³/h e 25,0 m³/h), sobre 373 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 36 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Monte Alto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 826 poços no raio, contra 226 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
16,5 m³/hvazão mediana calculada
36 mnível estático mediano
29,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 373 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Monte Alto: 81/100

81 de 100

Confiança: amostra alta826 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 88peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Monte Alto costumam descer

  • até 50 m 5%35
  • 50 a 100 m 37%282
  • 100 a 150 m 35%268
  • acima de 150 m 23%176

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 17,6 m³/h 109 m 511342 com teste
Formação Serra Geral 18,5 m³/h 150 m 2816 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m17 poços Grupo Bauru 16 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m209 poços Grupo Bauru 203 · Formação Serra Geral 6
  • 100 a 150 m203 poços Grupo Bauru 195 · Formação Serra Geral 8
  • acima de 150 m111 poços Grupo Bauru 97 · Formação Serra Geral 13 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Monte Alto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Monte Alto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.