São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Paulínia - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paulínia, São Paulo.
- aquífero poroso
- grupo tubarão
- 258poços cadastrados
- 149,3 mprofundidade média
- 150 mprofundidade mediana
- 29,7 mnível estático médio
Como são os poços em Paulínia - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 258 poços em Paulínia - SP. A profundidade média é de 149,3 m e a mediana, 150 m, medida em 217 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 255 dos 37.896 domicílios do município — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 258
- Profundidade média
- 149,3 m
- Profundidade mediana
- 150 m
- Nível estático médio
- 29,7 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Grupo Tubarão
- Ante a média do estado
- 6,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 110.537 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 255 (0,7%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 258 poços em Paulínia, com profundidade média de 149,3 m (mediana de 150 m, variando de 3,1 m a 408 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 30% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Paulínia é 6,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Paulínia
| Poços no cadastro nacional | 258 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 149,3 m 217 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 150 m |
| Faixa de profundidade | 3,1 m a 408 m |
| Nível estático médio | 29,7 m 97 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 93,5 m 94 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,6 m³/h por metro 93 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 50% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Tubarão 30% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento industrial 119 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 84 poços |
| Poços com teste de vazão | 258 de 258 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 55 poços
- Fissural — 55 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Tubarão — 48 poços
- Formação Serra Geral — 46 poços
- Grupo Itararé — 32 poços
- Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 14 poços
- Corpo Cristalino — 12 poços
- Complexo Granito-Gnáissico — 6 poços
O território e o subsolo de Paulínia
Paulínia tem 110.537 habitantes distribuídos em 138,8 km², o que dá 796,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.
No Censo 2022, 255 dos 37.896 domicílios de Paulínia — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 108 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 233 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Paulínia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Paulínia
Com base em 2.620 poços cadastrados num raio de 30 km de Paulínia - SP, 80% deles foram concluídos entre 62 m e 282 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 11,0 m³/h), sobre 967 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (66% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paulínia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.620 poços no raio, contra 258 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 967 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Paulínia: 47/100
Confiança: amostra alta2.620 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Paulínia costumam descer
- até 50 m 7%170
- 50 a 100 m 19%435
- 100 a 150 m 25%569
- acima de 150 m 49%1.121
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Tubarão | 6,0 m³/h | 132 m | 508252 com teste |
| Grupo Itararé | 6,6 m³/h | 200 m | 318299 com teste |
| Corpo Cristalino | 5,7 m³/h | 101 m | 9964 com teste |
| Complexo Varginha-Guaxupe | 4,9 m³/h | 130 m | 7153 com teste |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 4,3 m³/h | 150 m | 6047 com teste |
| Complexo Amparo | 7,0 m³/h | 107 m | 4739 com teste |
| Formação Serra Geral | 5,4 m³/h | 191 m | 4636 com teste |
| Complexo Gnáissico-Migmatítico | 5,9 m³/h | 102 m | 3227 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m45 poços Corpo Cristalino 17 · Grupo Tubarão 11 · Grupo Itararé 5
- 50 a 100 m283 poços Grupo Tubarão 154 · Corpo Cristalino 32 · Grupo Itararé 26
- 100 a 150 m330 poços Grupo Tubarão 144 · Grupo Itararé 71 · Complexo Varginha-Guaxupe 29
- acima de 150 m561 poços Grupo Itararé 216 · Grupo Tubarão 199 · Formação Serra Geral 35
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Paulínia?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paulínia.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Paulínia
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de São Paulo com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de São Paulo · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.