São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio da Alegria - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio da Alegria, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 33poços cadastrados
  • 174,6 mprofundidade média
  • 154 mprofundidade mediana
  • 35,6 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio da Alegria - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Santo Antônio da Alegria - SP. A profundidade média é de 174,6 m e a mediana, 154 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 35,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 271 dos 2.566 domicílios do município — 10,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
174,6 m
Profundidade mediana
154 m
Nível estático médio
35,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
18,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
6.775 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
271 (10,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Santo Antônio da Alegria, com profundidade média de 174,6 m (mediana de 154 m, variando de 100 m a 344 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 55% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio da Alegria é 18,6 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Santo Antônio da Alegria

Poços cadastrados em Santo Antônio da Alegria - SP
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média174,6 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana154 m
Faixa de profundidade100 m a 344 m
Nível estático médio35,6 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio93,6 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 57% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 55% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 11 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Santo Antônio da Alegria 100 m mínimo 154 m mediana 344 m máximo
Metade dos poços fica entre 136 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio da Alegria por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 5% 100-150 m 9 · 43% 150-200 m 6 · 29% acima de 200 m 5 · 24%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio da Alegria 6 1990 11 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio da Alegria. Valores em poços. Abastecimento urbano 9 · 39% Irrigação 6 · 26% Outros (lazer,etc.) 4 · 17% Abastecimento doméstico 4 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Formação Botucatu — 3 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Formação Marília — 1 poço

O território e o subsolo de Santo Antônio da Alegria

Santo Antônio da Alegria tem 6.775 habitantes distribuídos em 310,3 km², o que dá 21,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 271 dos 2.566 domicílios de Santo Antônio da Alegria — 10,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 203 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 466 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio da Alegria

Com base em 143 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio da Alegria - SP, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 227 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 14,8 m³/h), sobre 56 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (52% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio da Alegria se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 143 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
5,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 56 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio da Alegria: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta143 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 50peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 52peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio da Alegria costumam descer

  • até 50 m 6%7
  • 50 a 100 m 23%25
  • 100 a 150 m 38%42
  • acima de 150 m 33%37

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 10,2 m³/h 150 m 1812 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 9,9 m³/h 118 m 105 com teste
Formação Aquidauana 11,8 m³/h 100 m 76 com teste
Formação Piramboia 3,0 m³/h 127 m 66 com teste
Formação Botucatu 15,0 m³/h 141 m 63 com teste
Grupo Bauru 5,5 m³/h 156 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m15 poços Complexo Varginha-Guaxupe 4 · Formação Aquidauana 4 · Formação Serra Geral 3
  • 100 a 150 m21 poços Formação Serra Geral 8 · Complexo Varginha-Guaxupe 4 · Formação Aquidauana 3
  • acima de 150 m17 poços Formação Serra Geral 7 · Formação Botucatu 3 · Grupo Bauru 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio da Alegria?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio da Alegria.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.