São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Artur Nogueira - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Artur Nogueira, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 56poços cadastrados
  • 175,5 mprofundidade média
  • 156 mprofundidade mediana
  • 31 mnível estático médio

Como são os poços em Artur Nogueira - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 56 poços em Artur Nogueira - SP. A profundidade média é de 175,5 m e a mediana, 156 m, medida em 44 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 2.008 dos 18.150 domicílios do município — 11,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
56
Profundidade média
175,5 m
Profundidade mediana
156 m
Nível estático médio
31 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
19,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
51.456 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.008 (11,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 56 poços em Artur Nogueira, com profundidade média de 175,5 m (mediana de 156 m, variando de 60 m a 340 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 55% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Artur Nogueira é 19,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Artur Nogueira

Poços cadastrados em Artur Nogueira - SP
Poços no cadastro nacional56 poços
Profundidade média175,5 m 44 poços com o dado
Profundidade mediana156 m
Faixa de profundidade60 m a 340 m
Nível estático médio31 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio83,4 m 19 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 55% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 21 poços
Poços com teste de vazão56 de 56
Distribuição das profundidades em Artur Nogueira 60 m mínimo 156 m mediana 340 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 250 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Artur Nogueira por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 27% 100-150 m 8 · 18% 150-200 m 10 · 23% acima de 200 m 14 · 32%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Artur Nogueira 1 1960 2 1970 2 1980 5 1990 21 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Artur Nogueira. Valores em poços. Abastecimento doméstico 14 · 27% Outros (lazer,etc.) 11 · 22% Abastecimento industrial 10 · 20% Abastecimento urbano 9 · 18% Irrigação 4 · 8% Sem uso 3 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 12 poços
  • Grupo Itararé — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Grupo Passa Dois — 2 poços

O território e o subsolo de Artur Nogueira

Artur Nogueira tem 51.456 habitantes distribuídos em 178,0 km², o que dá 289,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 2.008 dos 18.150 domicílios de Artur Nogueira — 11,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.366 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.735 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Artur Nogueira

Com base em 2.110 poços cadastrados num raio de 30 km de Artur Nogueira - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 294 m, com profundidade mediana de 152 m. A vazão mediana calculada é de 5,7 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 10,3 m³/h), sobre 765 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Artur Nogueira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.110 poços no raio, contra 56 poços dentro do município.

152 mprofundidade mediana
5,7 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
74,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 765 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Artur Nogueira: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta2.110 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 5peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Artur Nogueira costumam descer

  • até 50 m 7%128
  • 50 a 100 m 19%343
  • 100 a 150 m 24%445
  • acima de 150 m 50%929

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 5,9 m³/h 135 m 466243 com teste
Grupo Itararé 5,6 m³/h 184 m 289277 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,7 m³/h 150 m 5542 com teste
Formação Serra Geral 5,7 m³/h 200 m 4734 com teste
Corpo Cristalino 6,0 m³/h 125 m 3523 com teste
Grupo Passa Dois 9,2 m³/h 232 m 1513 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 1,8 m³/h 180 m 139 com teste
Complexo Amparo 3,1 m³/h 110 m 99 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m20 poços Grupo Tubarão 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Grupo Itararé 2
  • 50 a 100 m213 poços Grupo Tubarão 140 · Grupo Itararé 33 · Corpo Cristalino 12
  • 100 a 150 m251 poços Grupo Tubarão 136 · Grupo Itararé 67 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 17
  • acima de 150 m478 poços Grupo Itararé 187 · Grupo Tubarão 180 · Formação Serra Geral 37

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Artur Nogueira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Artur Nogueira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.