São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Motuca - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Motuca, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 9poços cadastrados
  • 127,5 mprofundidade média
  • 126,5 mprofundidade mediana
  • 21,4 mnível estático médio

Como são os poços em Motuca - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Motuca - SP. A profundidade média é de 127,5 m e a mediana, 126,5 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 248 dos 1.412 domicílios do município — 17,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
127,5 m
Profundidade mediana
126,5 m
Nível estático médio
21,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
28,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
4.034 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
248 (17,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Motuca, com profundidade média de 127,5 m (mediana de 126,5 m, variando de 70 m a 181 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Motuca é 28,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Motuca

Poços cadastrados em Motuca - SP
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média127,5 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana126,5 m
Faixa de profundidade70 m a 181 m
Nível estático médio21,4 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio55 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 83% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 2 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Motuca 70 m mínimo 126,5 m mediana 181 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Motuca por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 29% 100-150 m 4 · 57% 150-200 m 1 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Motuca 1 1980 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Motuca. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 25% Abastecimento industrial 2 · 25% Outros (lazer,etc.) 2 · 25% Abastecimento doméstico 1 · 13% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 5 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Motuca

Motuca tem 4.034 habitantes distribuídos em 228,7 km², o que dá 17,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Araraquara.

No Censo 2022, 248 dos 1.412 domicílios de Motuca — 17,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 222 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 174 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Motuca

Com base em 536 poços cadastrados num raio de 30 km de Motuca - SP, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 381 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 8,6 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 35,0 m³/h), sobre 277 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (62% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Motuca se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 536 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
8,6 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
19,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 277 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Motuca: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta536 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 63peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 73peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Motuca costumam descer

  • até 50 m 23%114
  • 50 a 100 m 25%124
  • 100 a 150 m 18%89
  • acima de 150 m 33%162

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 8,7 m³/h 103 m 161132 com teste
Formação Serra Geral 18,6 m³/h 150 m 6746 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 4,5 m³/h 73 m 5555 com teste
Formação Botucatu 40,7 m³/h 140 m 3017 com teste
Aluviões 39,6 m³/h 92 m 63 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m71 poços Grupo Bauru 42 · Formação Vale do Rio do Peixe 23 · Formação Serra Geral 5
  • 50 a 100 m75 poços Grupo Bauru 35 · Formação Vale do Rio do Peixe 16 · Formação Serra Geral 13
  • 100 a 150 m59 poços Grupo Bauru 24 · Formação Serra Geral 16 · Formação Botucatu 11
  • acima de 150 m116 poços Grupo Bauru 60 · Formação Serra Geral 33 · Formação Botucatu 11

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Motuca?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Motuca.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.