São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Lavrinhas - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lavrinhas, São Paulo.
- aquífero fissural
- complexo granito-gnáissico
- 9poços cadastrados
- 117,8 mprofundidade média
- 130 mprofundidade mediana
- 6 mnível estático médio
Como são os poços em Lavrinhas - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Lavrinhas - SP. A profundidade média é de 117,8 m e a mediana, 130 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 22 dos 2.392 domicílios do município — 0,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 9
- Profundidade média
- 117,8 m
- Profundidade mediana
- 130 m
- Nível estático médio
- 6 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Granito-Gnáissico
- Ante a média do estado
- 38,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 7.171 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 22 (0,9%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Lavrinhas, com profundidade média de 117,8 m (mediana de 130 m, variando de 40 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 50% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Lavrinhas é 38,2 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Lavrinhas
| Poços no cadastro nacional | 9 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 117,8 m 8 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 130 m |
| Faixa de profundidade | 40 m a 200 m |
| Nível estático médio | 6 m 1 poço com o dado |
| Nível dinâmico médio | 22,3 m 2 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,6 m³/h por metro 1 poço com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 50% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Granito-Gnáissico 50% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento industrial 5 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 4 poços |
| Poços com teste de vazão | 9 de 9 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 1 poço
- Poroso — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
- Grupo Taubaté — 1 poço
O território e o subsolo de Lavrinhas
Lavrinhas tem 7.171 habitantes distribuídos em 167,1 km², o que dá 42,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cruzeiro, na região intermediária de São José dos Campos.
No Censo 2022, 22 dos 2.392 domicílios de Lavrinhas — 0,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 15 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 123 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lavrinhas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Lavrinhas
Com base em 100 poços cadastrados num raio de 30 km de Lavrinhas - SP, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 200 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 18,5 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (64% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lavrinhas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 100 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Lavrinhas: 31/100
Confiança: amostra alta100 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 27peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Lavrinhas costumam descer
- até 50 m 5%4
- 50 a 100 m 32%27
- 100 a 150 m 33%28
- acima de 150 m 31%26
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Corpo Cristalino | 4,5 m³/h | 101 m | 1715 com teste |
| Grupo Taubaté | 19,8 m³/h | 123 m | 129 com teste |
| Formação Caçapava | 13,1 m³/h | 158 m | 66 com teste |
| Complexo Embú | 12,9 m³/h | 140 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m15 poços Corpo Cristalino 8 · Grupo Taubaté 4 · Formação Caçapava 1
- 100 a 150 m14 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Taubaté 4 · Complexo Embú 2
- acima de 150 m15 poços Grupo Taubaté 4 · Formação Caçapava 4 · Corpo Cristalino 4
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Lavrinhas?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lavrinhas.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.